Rosalba espera viabilizar recursos para pagar salários

Publicação: 2013-07-23 00:00:00 | Comentários: 6
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Maria da Guia Dantas - repórter

O Governo iniciou uma verdadeira peregrinação para viabilizar os R$ 89 milhões necessários ao complemento da folha de pagamento do mês de julho. Ontem, a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) reuniu a equipe de secretários para comunicar enfaticamente um novo corte de gastos e para dizer que a tesoura vai atingir a quase todos, inclusive aos que já sobrevivem praticamente às custas de parcos recursos. A medida, no entanto, esconde algo mais preocupante. O Executivo já projeta um déficit na rubrica que reserva o pagamento dos servidores, de R$ 450 milhões, se considerados os meses restantes do ano. Há ainda a frustração, parte consolidada e parte prevista, nas principais fontes de receita – como Fundo de Participação dos Estados (FPE) e Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) – que pode chegar a outros R$ 450 milhões. O cálculo não pode ensejar mais cautela.
Demis RoussosA governadora Rosalba Ciarlini reuniu a equipe de secretários e anunciou cortes na administraçãoA governadora Rosalba Ciarlini reuniu a equipe de secretários e anunciou cortes na administração

Na reunião de ontem, ocorrida durante todo o dia, a portas fechadas, Rosalba Ciarlini deixou claro que tentará evitar o desgaste de atrasar a folha de pessoal, que tem se consolidado em média em R$ 391 milhões. Alguns secretários argumentaram a inviabilidade de enxugar despesas, mas o que ouviram foi um “não há outro jeito”.  O foco é buscar meios de amenizar a receita aquém e pôr um freio nos gastos. As medidas de contenção serão efetivadas via decretos e também por meio de projetos de lei que serão enviados para a apreciação dos deputados da Assembleia Legislativa. Rosalba Ciarlini e equipe sabem que por mais austeras que sejam as intervenções para reduzir gastos estes não serão suficientes para sanar a lacuna orçamentária e financeira em curso nas contas do Estado.

E é por esse motivo o pleito junto aos demais Poderes. Para que o repasse do chamado duodécimo (recurso pertencente ao Tribunal de Justiça, Assembleia Legislativa, Tribunal de Contas e Ministério Público) – seja diminuído. Uma opção é transferir apenas parte do duodécimo de julho ao TJ/RN, MPE, AL e TCE, valores que garantam o pagamento da folha das instituições; e no dia 10, quando recebe a parcela do FPE o Governo destina o restante.

A exceção aos cortes ficou por conta das pastas de Educação, Saúde e Segurança, consideradas “imexíveis” dada a prioridade e as dificuldades intrínsecas às mesmas. “A situação é preta. O Governo está ciente de que ou toma uma atitude enérgica ou não sabemos onde isso tudo vai parar”, disse uma fonte presente à reunião.

A governadora pediu que os secretários detalhassem os recursos disponíveis, despesas e apontassem possíveis cortes. Já se sabe que gastos com viagens, diárias e serviços supérfluos estão eminentemente proibidos. “A situação é crítica e para completar o Governo teve que dispender, de restos a pagar, aproximadamente R$ 370 milhões deixados pela gestão anterior”, lamentou a fonte, que pertece ao primeiro escalão.



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Comentários

  • olimpio3

    Governo sem cara, incompetente,safado,marido que governa,vamos dar à resposta nas eleições pra essa corja que elegeu vcs ,Garibaldi,Henrique ,José Agripino e cia veram o que o povo irá fazer nas urnas

  • mauricyterra

    Só agora, quando já estamos no segundo semestre do ano é que a governadora vai pensar em reduzir despesas? Ela já está a praticamente 31 meses no governo, isto é a 67% do tempo da sua gestão. Não pode mais alegar herança maldita, pois já aprovou os orçamentos do ano passado e deste ano. O bom administrador aparece nas dificuldades. Administrar com dinheiro é fácil. O RN não tem indústria. O RN quase não tem agricultura e pecuária. O RN despreza o turismo que poderia ser o seu principal negócio. O resultado está aí.

  • ivan.moreira.anjos

    Quero ver a governadora Rosa com Espinho descascar este abacaxi, ela está é querendo não pagar a TJ/RN, MPE, AL e TCE e toda a vez que ela tenta não pagar a estes orgãos públicos, ela inventa uma desculpa, desta vez não disse que é culpa da LRF, não tem como que dizer.

  • betoscruz

    Nada mais do que o misto de incompetência administrativa com desperdício. Quando se fala em enxugar, precisa-se fazer isso primeiro na cara de pau da governadora que se evidencia pela incapacidade e muito mais pela falta de sensibilidade como gestora pública. Falar em cortar gastos e enxugar excessos, precisaria começar pelo danoso desperdício que são os nossos recursos destinados a propaganda enganosa nos horários nobres da tv. Mas, a cara de pau não deixa porque tem fins eleitoreiros. Resta sacrificar os sacrificados, que não precisa de cortes e enxugar coisa alguma, até porque não tem: a saúde, a segurança e a educação. A palavra tá conosco - povo, que precisa não só escolher melhor os seus governantes, mas, também, cobrar deles a boa aplicação do seu dinheiro que chega a eles de forma fácil através dos impostos pagos.

  • eduardofcec

    Rosalba! O pessoal que ocupa somente cargo comissionado tem que ser exonerado! Geralmente são pessoas que não sabem nem o tipo de trabalho que é p/ ser executado. Às vezes não tem nem o que fazer. É o chamado cabide de emprego. Esse povo que tem emprego por conta do tal cabide já recebeu o que tinha de receber. Deixa agora p/ a próxima eleição. Eles tem que entender que o excesso de cargos comissionados precisa urgentemente ser enxugado! Que absurdo uma folha de pagamento somente do Poder Executivo com 300 milhões. Esses repasses somam somente 100 milhões, nada comparável ao gasto do Poder Executivo, onde impera o cabide de empregos com força total. Aí já viram o que sobra p/ obras publicas, ne? 471 - 390 = 80 milhões. ISTO É UMA VERGONHA! Enxuga esse cabide, senão a senhora só se reelege no dia de São Nunca!

  • antonio_silva_010180

    Se o governo fosse pagar por produtividade ou desempenho satisfatório atendendo aos anseios do povo, esses órgãos, creio eu, que alguns deveriam é na realidade pagar ao Estado pela ineficiência e descompromisso com as causas sociais, sem falar nos desvios do dinheiro público, JUDICIÁRIO está dando cada vez mais péssimos exemplos, ENXUGAR JÁ essa máquina falida e incorretamente bem paga.