Rui Costa defende desvincular salários de servidores estaduais às remunerações federais

Publicação: 2019-09-10 00:00:00 | Comentários: 0
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Presidente do “Consórcio Nordeste”, o governador da Bahia, Rui Costa (PT), defendeu a desvinculação dos salários estaduais do funcionalismo público às remunerações federais e ressaltou ser favorável à inclusão de Estados e municípios na reforma da Previdência, mas disse que isso não resolverá o problema estadual. "Se somos uma federação, por que os salários têm de estar vinculados ao governo federal? Quem paga são os Estados. Em outros modelos que se propõem a ser uma federação no mundo, este não é o padrão", afirmou Rui Costa durante o Fórum Exame 2019. Na próxima segunda-feira, ele estará em Natal, para participar de reunião do Fórum de governadores do Nordeste e do consórcio que reúne os governos da região.

Rui Costa (ao microfone) afirma que é preciso uma distribuição mais justa dos recursos
Rui Costa (ao microfone) afirma que é preciso uma distribuição mais justa dos recursos

Rui Costa explicou ainda o funcionamento do Consórcio do Nordeste, voltado ao fortalecimento da região.  "O Consórcio do Nordeste é uma ferramenta de gestão e não política. Em novembro, nós faremos uma agenda internacional na Europa para buscar investimentos e parcerias. Nos próximos dias, já publicaremos o edital para compras coletivas na saúde. Com isso, queremos trazer economia aos cofres públicos dessas nove unidades da federação", disse.

O governador da Bahia questionou, ontem, o alcance da reforma da Previdência, dizendo que apenas 10% dos problemas previdenciários dos Estados estarão resolvidos, no máximo. "Os outros 90% dependerão de uma nova forma de distribuir as receitas", apontou.

O governador integrou o debate 'Como recuperar os estados?'. Ele destacou que que a reforma em tramitação no Senado não vai resolver o déficit na previdência dos Estados. “Não podemos criar uma falsa ilusão de que a reforma vai resolver os problemas. Precisamos, sim, ter uma melhor distribuição de receitas novas”, afirmou.

Rui Costa disse que não se deve “criar a falsa ilusão para a sociedade de que os problemas previdenciários estarão resolvidos” com a aprovação da reforma, que não inclui estados e municípios.

Ele afirmou, ainda, que os Estados carecem de redistribuição mais justa do que é recolhido pela União. "A concentração de recursos da União cresceu, independente de quem era o partido que estava governando."

O tema da 11ª edição do Fórum Exame foi 'Como recuperar o foco no desenvolvimento'. No fórum, Rui defendeu uma melhor distribuição de recursos federais. Para ele, a alta concentração de recursos na União gera desequilíbrio nos Estados, que sofrem para tentar manter as contas em dia. "A Bahia é o quarto estado em número de habitantes e a sexta maior economia do país, mas é somente o 18º em arrecadação per capita. Nós temos uma grande dimensão territorial e desafios gigantescos, mas conseguimos manter as contas em dia e realizar grandes investimentos".

Números
10% dos problemas previdenciários, no máximo, serão resolvidos com a reforma, segundo o governadora da Bahia.

90% dos problemas previdenciários dos estados “dependerão de uma nova forma de distribuir as receitas", diz Rui Costa.




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