Só a leitura nos salvará

Publicação: 2017-02-15 00:00:00 | Comentários: 0
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O noticiário político está tão aborrecido que hoje eu quero falar só de literatura aqui nessa abertura da coluna de WM. O amigo Vicente Neto me enviou um link com uma matéria do jornal El País sobre Sete Livros Que São Obras-Primas, Mas Poucos Leram. Achei divertido demais e vou compartilhar aqui com vocês algumas coisas que suscitaram a leitura desta reportagem.

Existe no mundo algo em torno de 130 milhões de obras literárias. Para ler tudo isso, seriam necessários 250 anos. Então, nem pensar. O máximo que se pode fazer é escolher alguns bons livros ou um estilo que lhe agrada mais. Os grande escritores e críticos literá-ios recomendam que se leia logo os clássicos. Mesmo assim, não é fácil não. Eu já desisti de ler o Fausto, do escritor alemão Goethe umas três vezes.

Enquanto muita gente julga difícil atravessar as centenas de páginas de Moby Dick, de Hermann Melville, para mim foi uma aventura muito interessante. O Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa foi a mesma coisa. Puro deleite.

Agora vamos conferir a lista do El País: Ada ou Ardor, de Vladimir Nabokov. Mais conhecido pela obra-prima Lolita, em que ele narra um caso pavoroso de pedofilia, Nabokov deixou esta pe-dreira para quem tem muita paciência e desejo de conhecer coisas diferentes em literatura. Não conhecia este livro e já encomendei um exemplar num sebo virtual.

O Jogo da Amarelinha, do escritor argentino Júlio Cortázar, ei li quando ainda estava na universidade e confesso que foi difícil ir até o fim. O livro é escrito com uma numeração de capítulos aleatória, que você pode seguir ou não. Eu segui e é uma loucura. Recomendei a leitura deste livro ao poeta Jarbas Martins e ele disse que adorou o desafio.

Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust. Voltei a ler e estou gostando muito. Agora, o livro 2666, de Roberto Bolaño, não li nem vou ler. Nem os críticos recomendam a leitura. São mais de mil páginas descrevendo crimes. O Cantos, de Ezra Pound, só consegui gostar de um poema (sobre a usura) e achei chatíssimo o resto. Mas o que estou falando é heresia.

Cristo Versus Arizona, de José Camilo Cela só tem um ponto, o ponto final. Então haja fôlego. Não li este. Finnegans Wake, de James Joyce, parei na terceira página e não vou voltar nunca mais. Dei meu exemplar ao amigo Sopa D’Osso.

Façam suas experiências. 

Arte

A Casa das Palavras realiza mais um encontro com a arte e com os livros. Nos dias 21 e 22/02 (terça e quarta-feira), o projeto chega a Santa Cruz com várias atividades culturais: cordel, mamulengo, música, palestra, teatro e poesia.  Participarão do evento os poetas Antônio Francisco e Edcarlos Medeiros, o Grupo Caçuá de Mamulengo,  a Banda Filarmônica de Cruzeta, com regência do maestro  Bembem Dantas, o Grupo de Poesia de Santa Cruz (Apoesc), o grupo Teatral Facetas e a Banda de Música mestre João Roberto Paz e União. As apresentações irão acontecer na praça Coronel Ezequiel, a partir das 19 horas. O evento contará também com oficina de Mamulengo e uma  palestra do escritor Thiago Gonzaga,  abordando o tema “Uma Vida Transformada pelos Livros”. Ao final das atividades, será instalada uma minibiblioteca na praça Coronel Ezequiel, sendo a primeira a ser instalada em Santa Cruz. Todo os eventos são gratuitos. Maiores informações sobre as inscrições podem ser obtidas no Teatro Municipal Candinha Bezerra.

Escolas
Dezoito escolas do Rio Grande do Norte foram escolhidas pelo Ministério da Educação (MEC) para funcionarem com ensino em tempo integral: CEEP Hélio Xavier de Vasconcelos (Extremoz); Winston Churchill (Natal); CEEP João Ferreira Neto (Natal); Professor Regi-naldo Teófilo (Natal); José Moacir (São Gonçalo do Amarante); Dom Nivaldo Monte e Lourdinha Guerra (Parnamirim); Maria Rodrigues Gonçalves (Alto dos Rodrigues); Francisco de Assis Ribeiro (Santa Cruz); Francisco Veras (Angicos); Tristão de Barros (Currais Novos); Angelita Freire Bezerra (Lagoa Nova); Silvério Soares (Areia Branca); Francisco Antônio de Medeiros (Mossoró); Onze de Outubro (Umarizal); Doutor José Fernandes Melo (Pau dos Ferros); Francisco de Bittencourt (João Câmara) e Estudante José Francisco Filho (Poço Branco).

Comissionado  A Quinta Turma do Tribunal Superior do Traba-lho reconheceu a uma servidora pública do município de Cafelândia (SP) o direito de incorporar à remuneração a média das gratificações recebidas nos dez anos que an-tecederam sua destituição definitiva do cargo em comissão. Como ela exerceu diversos cargos comissionados, sem interrupção, durante 27 anos, os ministros aplicaram ao caso a Súmula 372 do TST, que veda a supressão da gratificação recebida por dez ou mais anos se o empregador, sem justo motivo, rever-ter o empregado ao cargo efetivo, em vista do princípio da estabilidade financeira.

Jovens 
Uma pesquisa reali-zada pelo Serviço de Proteção ao Crédito e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas com jovens entre 18 e 30 anos mapeou as relações sociais, responsabilidades financeiras, o estilo de vida dessa população e o envolvi-mento com a tecnologia e mostra que oito em cada dez jovens brasileiros contribuem financeiramente para o sustento da casa (82%); 29% arcam apenas com uma parte sem ser os principais responsáveis, enquanto 27% dizem que são os principais responsáveis pelas despesas. Já os que não ajudam somam 18%, sendo que 11% dizem que além de não possuírem qualquer responsabilidade sobre as despesas, têm as contas pagas pelos pais por falta de renda, com destaque aos com idade entre 18 a 24 anos (16%). O levantamento também demonstra que mais da metade (51%) dos jovens mora com os pais e 38% dizem morar com companheiro ou cônjuge. Somente 4% moram sozinhos.


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