'São idiotas úteis usados', diz Bolsonaro

Publicação: 2019-05-16 00:00:00 | Comentários: 0
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Dallas (AE) - O presidente Jair Bolsonaro chamou de "idiotas úteis" e "massa de manobra" manifestantes que organizaram nesta quarta-feira, 15, uma série de protestos contra os cortes do governo na área de Educação. O presidente classificou os protestos como algo "natural" e disse que "a maioria ali (na manifestação) é militante".

Jair Bolsonaro concede entrevista em Dallas
Jair Bolsonaro concede entrevista em Dallas

"Se você perguntar a fórmula da água, não sabe, não sabe nada. São uns idiotas úteis que estão sendo usados como massa de manobra de uma minoria espertalhona que compõe o núcleo das universidades federais", disse Bolsonaro, em Dallas, nos Estados Unidos. Ele foi recebido por apoiadores ao chegar no hotel onde se hospedou.

O presidente afirmou ainda que não gostaria que houvesse cortes na Educação e disse que não teve saída. "Na verdade não existe corte, o que houve é um problema que a gente pegou o Brasil destruído economicamente, com baixa nas arrecadações, afetando a previsão de quem fez o orçamento e se não tiver esse contingenciamento eu simplesmente entro contra a lei de responsabilidade fiscal", afirmou. "Mas eu gostaria que nada fosse contingenciado, em especial na Educação."

Bolsonaro visita Dallas em uma agenda improvisada e organizada às pressas pelo governo depois de o presidente desistir de ir à cidade de Nova York. Ele participaria do prêmio de "personalidade do ano" concedido pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos na noite de anteontem, mas a homenagem foi alvo de boicotes e críticas do próprio prefeito da cidade, Bill de Blasio.

Em Dallas, Bolsonaro se reuniu com o ex-presidente americano George W. Bush, com quem conversou sobre a candidatura presidencial de Cristina Kirchner na Argentina. Segundo fontes presentes no encontro, os dois também falaram de parcerias no setor de óleo e gás, formas de atrair investimentos de infraestrutura ao Brasil e como o País pode se beneficiar da guerra comercial entre China e Estados Unidos.

Ao sair da reunião, Bolsonaro afirmou que o encontro foi "bastante cordial" e que o americano deu "sinalizações muito grandes de que tem uma grande simpatia e respeito pelo Brasil".





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