São Paulo ainda mantém a medida em vigor

Publicação: 2020-02-09 00:00:00
A+ A-
Às vésperas de mais um clássico do futebol potiguar, entre ABC e América, a discussão sobre a possibilidade de torcida única, no estádio, ganha força mais uma vez. A medida vem sendo utilizada desde abril no Estado de São Paulo. Em partidas entre dois dos quatro maiores clubes (Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos), somente quem tem o mando de campo tem direito a contar com a presença de torcedores nas arquibancadas. A medida foi implantada pela Secretaria da Segurança Pública após episódios de violência entre palmeirenses e corintianos.

No Rio de Janeiro a medida não durou nem um mês. Em fevereiro de 2017, o Ministério Público pediu torcida única nos clássicos depois de um torcedor morrer num confronto no entorno do Estádio Nilton Santos, o Engenhão, na zona norte carioca, antes de um jogo entre Botafogo e Flamengo. Sete pessoas se feriram no episódio. Em março de 2017, o Tribunal de Justiça do Estado suspendeu os efeitos da política de torcida única.

No Rio Grande do Sul, autoridades e times adotam, desde fevereiro de 2015, a política de torcida mista nos clássicos entre Grêmio e Internacional. Além disso, as torcidas ficam juntas em um setor reservado da arquibancada.

O sociólogo Maurício Murad, que estuda a dinâmica social dos esportes é contra a torcida única. Em 2016 ele apresentou um estudo, com base na criminalidade do País, apontando que cerca de 90% dos conflitos entre torcedores ocorre fora dos estádios, a no mínimo três quilômetros de distância.