São Paulo deve começar vacinação em janeiro

Publicação: 2020-12-04 00:00:00
O governo do Estado de São Paulo estima começar a vacinação contra o novo coronavírus ainda em janeiro de 2021. O início da imunização depende dos resultados de eficácia do estudo clínico da fase 3 da Coronavac, desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac e produzida em parceria com o Instituto Butantã, que são esperados até 15 de dezembro. Eles que apontarão se o imunizante em testagem é eficiente e seguro contra a covid-19, o que ainda não está comprovado. A liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é necessária para o início da aplicação. 

Créditos: DivulgaçãoInstituto Butantã e Sinovac estimam que terão 46 milhões de dosesInstituto Butantã e Sinovac estimam que terão 46 milhões de doses


O Estado recebeu 120 mil doses do imunizante em novembro. Ontem, foi a vez de chegarem 600 litros da vacina a granel, cujos insumos serão utilizados para a produção de 1 milhão de doses pelo Butantã a partir da próxima semana. 

"Nós vamos iniciar a imunização dos brasileiros de São Paulo em janeiro. Não vamos aguardar março e nem vamos enterrar mais brasileiros", disse o governador João Doria (PSDB) em coletiva de imprensa no início da tarde. Ele criticou o planejamento federal, que prevê o início da vacinação em março. 

Segundo José Medina, coordenador do Centro de Contingência contra a Covid-19, um dos principais critérios deve ser a idade. Ele destacou que a maioria dos óbitos no Estado são de pacientes com mais de 50 anos. 

O governador ainda voltou a criticar as decisões do governo federal e do presidente Jair Bolsonaro. "Surpreende essa indiferença, esse distanciamento", declarou. "Por que iniciar em março se podemos fazer no mês de janeiro, como outros países começam a fazer agora, no mês de dezembro?"

O acordo entre o Estado, o Butantã e a Sinovac prevê 46 milhões de doses da vacina. A estimativa é que outras 6 milhões cheguem ainda neste mês, enquanto o restante seja enviado até a primeira quinzena de janeiro. Ao ser retirado do avião, o lote mais recente foi coberto por um banner escrito "A vacina do Brasil". A Coronavac já foi chamada por Bolsonaro de "vacina chinesa de João Doria" e é centro de conflitos entre ele e o governador de São Paulo. 

Na coletiva, o diretor do Butantã, Dimas Covas disse que está em contato constante com o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros.

"No meu entendimento, existe, conforme manifestado anteriormente pelo ministro da Saúde, o interesse sim do ministério em adquirir essas vacinas, desde que disponíveis e registradas pela Anvisa." Em outubro, após o Ministério da Saúde manifestar a intenção de adquirir 46 milhões de doses da Coronavac, Bolsonaro declarou que a vacina não seria comprada. 

PROMOTORES
 Um grupo de promotores do Ministério Público de São Paulo encaminhou manifestação ao procurador-geral de Justiça do Estado,Mário Sarrubbo,e ao Comitê da Covid-19 da instituição sugerindo a ‘análise da possibilidade’de que a categoria seja incluída em uma das ‘primeiras etapas prioritárias’da vacinação contra a Covid-19,‘dada a atividade funcional da carreira’. “Não é uma questão de egoísmo em relação a outras carreiras,mas tendo em vista notadamente os colegas do primeiro grau,que trabalham com audiências,atendimento ao público e outras atividades em que o contato social é extremamente grande e faz parte do nosso dia a dia”,registra um trecho do documento. Em diferentes países, os planos de vacinação prevê atendimento prioritário a idosos, profissionais de saúde e integrantes do grupo de risco da Covid-19.















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