Série sobre Hebe estreia na TV Globo em 30 de julho

Publicação: 2020-07-05 00:00:00
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Hebe Camargo é sinônimo de comunicação no Brasil. Uma verdadeira estrela, dona de uma intensidade e carisma sem igual. A partir do dia 30 de julho, sua trajetória poderá ser acompanhada semanalmente às quintas-feiras na série ‘Hebe’, que vai mostrar desde o início da vida da apresentadora até o final dos seus dias. A obra foi criada e escrita por Carolina Kotscho, com direção artística de Maurício Farias e direção de Maria Clara Abreu.

Nascida em Taubaté, no ano de 1929, em uma família grande e sem condições financeiras, a menina que um dia ganharia o título de “eterna rainha da televisão brasileira” e arrebataria mais de 70% da audiência do país aprendeu a driblar, desde muito nova, adversidades como a pobreza e a fome, além de toda a rejeição e os olhares tortos que essa condição é capaz de provocar.
Créditos: TV GloboNa pele de Hebe Camargo, Andrea Beltrão afirma que série “é muito rica em acontecimentos da vida dela que a gente desconhece”Na pele de Hebe Camargo, Andrea Beltrão afirma que série “é muito rica em acontecimentos da vida dela que a gente desconhece”
Em São Paulo, em plenos anos 40, ainda durante a adolescência, Hebe Maria Monteiro de Camargo se aventurou em um concurso de talentos como cantora e deu o pontapé inicial de sua vida artística. Dali, seguiu para o rádio e, pouco depois, migrou para a televisão, onde se tornou apresentadora. “Eu já fiz algumas biografias, portanto passei por esse processo algumas vezes. Sempre entro com uma curiosidade muito sincera, muito aberta, e costumo me apaixonar pelos defeitos dos personagens. Eu imaginava que a Hebe tinha questões muito profundas, porque devia ser muito difícil ser mulher e ser artista nesse país na época em que ela começou, sempre obrigada a lidar com todo tipo de preconceito. Ao mesmo tempo em que ela conquistou um espaço, lidou com muitas críticas e agressões. E não se passa ileso por isso”, comenta a autora Carolina Kotscho.

Hebe consagrou-se como figura icônica do país até a sua morte, aos 83 anos de idade. Carregada em exuberância, personalidade, opinião e um amor latente pela vida, esta artista capaz de conversar intimamente com o público, em um programa ao vivo e sem cortes, foi também amante, esposa, mãe, tia, filha, amiga, funcionária, e precisou lidar com os obstáculos e as dificuldades que cada um desses papéis lhe impôs no decorrer do tempo, firme no propósito de ser autora e diretora de sua própria vida. “Hebe vivia, de certa forma, uma contradição, porque era uma mulher tão à frente de seu tempo e, no entanto, também sonhou em ser e representou uma mulher do seu próprio tempo – a dona de casa, a rainha do lar, essa “madrinha do Brasil” que ela foi se tornando. Não é à toa que os programas da Hebe tinha um sofá no cenário, lembrando uma sala, uma casa. Acho que isso representa a Hebe em toda a sua complexidade e em toda a sua grandeza, com todas as suas fragilidades”, analisa o diretor Maurício Farias.

Elenco

No elenco estão Andrea Beltrão, Valentina Herzage, Marco Ricca, Gabriel Braga Nunes, Danton Mello, Ângelo Antônio, Caio Horowicz, Flávio Migliaccio, Walderéz de Barros, Sandra Corveloni, Daniel de Oliveira, Emílio de Mello, com as participações de Camila Morgado, Otávio Augusto, Cláudia Missura, Felipe Rocha, Selma Egrei, Stela Miranda e Laila Garin, entre outros.

A série original Globoplay, desenvolvida pelos Estúdios Globo, mostra a todo o Brasil como a menina pobre do interior ignorou os olhares tortos, de quem não entendia sua coragem, para estar inteira e ter o direito de ser mulher, artista, mãe, e de ter voz e ser feliz sem ter que fazer concessões. Carregada nas cores, contradições, sorrisos e lágrimas, que durante quase 60 anos entraram nas casas de milhões de pessoas, a loira tornou-se o símbolo da própria televisão. Encarnou mil papéis na figura glamorosa de uma pessoa só, sem nunca deixar de ser quem sempre foi: Hebe Maria Monteiro de Camargo Ravagnani.

É a partir dessa ótica, para além da conhecida imagem diante das câmeras, que a série ‘Hebe’ desvenda o lado mais humano e íntimo de uma das mais carismáticas e controversas personalidades brasileiras, mostrando o que acontecia quando as luzes se apagavam. “Acho muito bonito reconstruir as histórias de uma pessoa inteira, com tudo o que ela enfrentou e as marcas que ela tem. Tem gente que se encolhe a cada vez que apanha da vida e tem gente que cresce quando isso acontece. Cada tropeço que a Hebe teve deu uma força três vezes maior para ela continuar. Só que isso tem consequência, tem uma dor que esse sucesso, esse sorriso e esse brilho carregam”, pontua Carolina Kotscho, que criou e escreveu a série.

Como um fluxo de memória da própria Hebe, a obra resgata de maneira não linear momentos da trajetória da artista, desde a década de 40 até os últimos anos de vida. “Trata-se da história de uma estrela da televisão contada por um ponto de vista muito pouco conhecido do público: os paralelos da vida da Hebe fora do palco, em família, entre amigos e amores”, explica o diretor artístico Maurício Farias.

Na pele da artista, as atrizes Andrea Beltrão e Valentina Herzage marcam os períodos de 1965 a 2012 e de 1943 a 1954, respectivamente. “A série é muito rica em acontecimentos da vida dela que a gente desconhece. Isso é uma surpresa. É a história de uma mulher solar, sincera, muito errada muitas vezes, mas bem-intencionada”, detalha Andrea. “‘Hebe’ foi feita com muito carinho. Toda a equipe mergulhou profundamente na vida da apresentadora”, completa Valentina.