Safra 2021 será recorde de 260,5 milhões de toneladas

Publicação: 2021-01-14 00:00:00
A safra agrícola de 2021 deverá registrar o terceiro recorde anual consecutivo, totalizando 260,5 milhões de toneladas, uma alta de 2,5% em relação ao resultado de 2020. Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de dezembro, divulgado nesta quarta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Se confirmada, será a maior safra da série histórica do IBGE.

Créditos: Alex RégisNo RN, a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas cresceu 3,45%, indo a 58.257 em dezembroNo RN, a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas cresceu 3,45%, indo a 58.257 em dezembro

Em 2020, segundo o 12º levantamento do IBGE, a safra agrícola registrou 254,1 milhões de toneladas, conforme o recorde esperado, com alta de 0,8% em relação à previsão feita em novembro. No Rio Grande do Norte, a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas teve uma variação anual de 3,45%, passando de 56.311 toneladas produzidas em 2019 para 58.257 em dezembro do ano passado. Já a área plantada ficou estável em 109.822 hectares. Entre novembro de dezembro, a produção do RN recuou em 0,1%, ou menos 52 toneladas. 

No caso da cana-de-açúcar alcançou uma produção de 5.749.885 de toneladas, no ano passado, ante 3.894.118 da safra 2019, um aumento de 47,7%, e a área plantada cresceu 41,7% (de 64.171 hectares para 90.724 ha). O rendimento médio teve alta de 7,8%. A participação do RN na produção nacional da cana subiu de 0,6% para 0,8%, no comparativo entre 2019 e 2020. 

 No País, a soja continua em alta, sendo que as estimativas iniciais (129 7 milhões de toneladas) indicam um aumento de produção de 6,8% (mais 8,2 milhões de toneladas) em relação ao que foi colhido em 2020 e de 1,5% em relação ao segundo prognóstico (divulgado em dezembro).  Já para o milho é esperado um declínio de 1,5% (menos 1,5 milhão de toneladas) em relação a 2020, embora tenha havido um aumento de 1,6% frente à estimativa anterior.
"Em função dos preços mais compensadores da soja, em relação ao milho, os produtores são estimulados a ampliar suas áreas de cultivo da oleaginosa, que em 2021 deve representar mais de 57% da área total utilizada para o plantio de grãos do País", avaliou me nota o analista de Agropecuária do IBGE, Carlos Barradas.

Soja
A produção nacional de soja vai atingir 129,7 milhões de toneladas em 2021, aumento de 6,8% em relação ao que foi colhido em 2020, ou mais 8,2 milhões de toneladas e 1,5% maior em relação ao prognóstico anterior, conforme o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola do IBGE. A área plantada vai crescer 2,7%, para 38,1 milhões de hectares e o rendimento médio (3.410 kg/ha) deve subir 4%.

"Em função dos preços mais compensadores da soja em relação ao milho, os produtores devem ampliar as áreas de cultivo, que em 2021 devem representar mais de 57% da área total de cereais, leguminosas e oleaginosas", informou o IBGE.

Milho
O terceiro prognóstico para a safra de milho em grão para 2021 indica produção de 101,7 milhões de toneladas, queda de 1,5% em relação à safra 2020, ou menos 1,6 milhão de toneladas, segundo o IBGE. A estimativa, porém, é 1,6% maior que a realizada no 2º prognóstico da safra 2021, em novembro do ano passado.

"Mantém-se a tendência de um maior volume de produção do milho em 2ª safra, com participação de 74% da produção de 2021, ante os 26% da 1ª safra de milho", disse o IBGE em nota.

Feijão
A produção de feijão deve atingir 2,8 milhões de toneladas na safra 2021, queda de 3% em relação à safra colhida em 2020, ou menos 86,4 mil toneladas, segundo o IBGE. A previsão é de que a primeira safra da leguminosa produza 1,3 milhão de toneladas do grão; a segunda safra, 956,1 mil toneladas; e a terceira safra, 545,6 mil toneladas. "A área a ser colhida na safra de verão (1ª safra) deve alcançar 1,5 milhão de hectares, declínio de 0,6% em relação a 2020, enquanto que a estimativa para o rendimento médio (851 kg/ha) recuou 1,3%", informou o IBGE.

Arroz
A produção nacional de arroz no Brasil deve diminuir em 2021, segundo aponta o IBGE. Na terceira estimativa do órgão, a produção pode atingir 11 milhões de toneladas, queda de 0,8% em relação ao ano passado, porém 0,8% maior do que o previsto no 2º prognóstico divulgado pelo IBGE em novembro. A área colhida terá queda de 0,2% e rendimento médio cairá 0,7%, segundo o IBGE, observando que, apesar da queda, a produção será suficiente para atender o abastecimento do mercado interno brasileiro. O Rio Grande do Sul é responsável por quase 70% da produção nacional, com lavouras irrigadas de alta tecnologia. 

NÚMEROS
Área plantada (em hectares)
2019: 109.847
2020: 109.822

Produção (em toneladas)
2019: 56.311
2020: 58.257 (+3,5%)

Principais culturas (Variação na produção 2019/2020)
Algodão (-16%)
Arroz (+ 3,1%)
Banana (-11,6%)
Cana-de-açúcar (+47,7%)
Castanha de Caju (+3,5%)
Feijão (+3,2%)
Laranja (+ 17,7%)
Mandioca (-6,7%)
Milho (+4,2%)
Tomate (-15,2%)