Schulle sai sem revelar motivos

Publicação: 2017-10-19 00:00:00
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Uma ruptura brusca. Isto ficou claro na saída do técnico Itamar Schulle do ABC. O motivo, no entanto, não foi revelado, nem pelo treinador, nem tampouco pelo clube, que ainda tem oito jogos para disputar pela série B do Campeonato Brasileiro.

Créditos: Adriano AbreuItamar Schulle comandou o ABC e obteve apenas uma vitóriaItamar Schulle comandou o ABC e obteve apenas uma vitória

Itamar Schulle comandou o ABC e obteve apenas uma vitória

A decisão intempestiva do técnico, que pediu demissão após o empate do alvinegro com o Guarani, em Campinas, na noite de terça-feira (17), foi anunciada na manhã de ontem, mas resolvida logo após o jogo, em um jantar com a presença do presidente abecedista Judas Tadeu Gurgel.

Segundo o treinador, já havia sido conversado com o clube sobre o futuro, planejamento, mesmo com o rebaixamento. No entanto, segundo ele, agora, “não teria mais com o que contribuir para o ABC”. Schulle afirma que esteve no clube pensando em soluções e que não queria fazer parte dos problemas. No entanto, preferiu não detalhar que problemas efetivamente poderia causar com sua presença no Alvinegro por mais tempo.

O treinador confessa que dentro de campo os números não o favoreceram, mas reforça que deu tudo de que pôde para que o clube voltasse a vencer. Com Schulle, o ABC teve uma vitória, três empates e quatro derrotas. Foram seis pontos conquistados em 24 disputados. O aproveitamento foi de 25%, apenas 1% a mais que o aproveitamento do clube até o momento na competição, com 22 pontos conquistados e ocupando a última posição na tabela de classificação.

Schulle trouxe para si a responsabilidade que chamou de “legado” a utilização de jogadores das categorias de base nos jogos da Série B. “Deixamos um legado importante para o ABC que foi o uso da base, que deixa o clube com a possibilidade de grandes negócios, pela qualidade desses meninos”, explicou. No entanto, o uso desses atletas passou a ser uma necessidade, devido a crise financeira pela qual o Alvinegro passa, com salários em atraso e com a escolha de um elenco incapaz de tirar o time da “lanterna” e evitar o rebaixamento.

Apesar da saída brusca, Schulle fez questão de agradecer ao convite feito pela direção do ABC, se disse honrado de ter trabalhado no clube, elogiou a estrutura, mas não escondeu a realidade de dificuldades financeiras do Alvinegro. “São dificuldades momentâneas”, comentou.

“Tem algumas coisas que como profissional eu vejo e tenho que parar, pois aí não posso mais ajudar o ABC”, fala sem se aprofundar no assunto, explicando que não está deixando o Alvinegro para ir comandar outro clube. “Os atletas estavam cumprindo sua parte, estávamos se fechando e os resultados melhoraram, mas chega um ponto que não tenho mais como exigir se não tiver um respaldo”, explicou, deixando a impressão que a diretoria não estaria cumprindo com compromissos assumidos frente ao elenco e que o deixavam sem o “poder” de exigir mais dos seus comandados.

A diretoria do ABC esteve reunida durante toda a manhã e início da tarde de ontem. Para o jogo diante do Náutico, amanhã à noite, em Caruaru, o time deve ser comandado pelo preparador físico Ranielle Ribeiro. Esta será a terceira vez que o interino assume o time nesta Série B.



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