Sebrae/RN promove debate sobre energia solar

Publicação: 2019-11-08 00:00:00 | Comentários: 0
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Os consumidores de energia solar fotovoltaica no Brasil vão deixar de economizar o equivalente a R$ 7,5 bilhões se entrar em vigor as novas regras de taxação do setor para os sistemas de geração distribuída. A estimativa foi divulgada nesta semana pela Greener, uma das principais empresas brasileiras de pesquisa e consultoria especializada no setor de energia solar fotovoltaica.

A pesquisa foi divulgada bem no período de consulta pública da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) sobre a revisão da Norma 482, que vai trazer uma série de alterações, a partir de 2020, que impactam diretamente a geração distribuída. Pela proposta da agência, a geração própria também deverá ser taxada como ocorre no fornecimento tradicional, onde incide uma série de impostos.

Os empreendedores vão se reunir na sede do Sebrae no Rio Grande do Norte com integrantes da Bancada Federal do Estado para analisar os reflexos da revisão da Resolução 482 e os impactos da mudança para a cadeia produtiva fotovoltaica. Deputados e senadores do Rio Grande do Norte estão sendo convidados pela instituição para um café da manhã nesta sexta-feira, 8, quando empresários das empresas integradoras – aquelas que instalam e fazem a manutenção das placas fotovoltaicas – vão expor os pontos de vista sobre as alterações na legislação.

Os empresários vão apresentar contrapropostas e possibilidades às sugestões da ANEEL, sensibilizando os parlamentares para os impactos negativos que as alterações vão causar neste segmento, que vinha em pleno processo de desenvolvimento no RN.

Atualmente, o Estado é o 13º no país no ranking de geração distribuída, com um potencial de 26 Megawatts (MW). Já a geração centralizada – que são as usinas solares – em operação no estado chega a 116 MW, com previsão de chegar a 156 MW, segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR). Devido ao crescimento do segmento, empresas integradoras foram criadas para atender ao mercado. São mais de 60 empresas atuando no RN, que passaram a gerar mais de mil empregos diretos, sendo que a maioria delas surgiu nos últimos três anos em função do aquecimento do mercado. Em todo o país, são quase 112 mil sistemas fotovoltaicos, mais de 1.500 deles somente no Rio Grande do Norte.





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