Secretário descarta erro em novo fluxo de pacientes

Publicação: 2019-03-16 00:00:00 | Comentários: 0
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A preocupação da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular do Rio Grande do Norte com a mudança no atendimento a pacientes vasculares, especialmente nos casos de “pé de diabético”,  que comumente resulta em amputação de membros, é equivocada na opinião do secretário de Saúde Cipriano Maia.

Em matéria publicada na edição desta sexta-feira (15) da Tribuna do Norte, a presidente da entidade, médica Liana Berucia Freire de Oliveira, destacou a preocupação da Sociedade com a situação desses pacientes. De acordo com ela há relatos  de profissionais que trabalham nos hospitais Walfredo Gurgel e Ruy Pereira, para onde a demanda foi transferida, que mostram agravamento no quadro de saúde de pacientes vasculares devido a falta de tratamento adequado.

Segundo os relatos que chegaram à Sociedade Brasileira  de Angiologia e de Cirurgia Vascular no RN, os pacientes que antes faziam o tratamento no Walfredo Gurgel, agora, são obrigados a aguardar as cirurgias em casa ou em uma UPA. E a espera por cirurgia, de acordo com a médica, está sendo maior que o necessário.

Segundo o secretário de Saúde, o que aconteceu foi a reorganização do fluxo de pacientes no Walfredo Gurgel e a instituição do ambulatório no pré e pós-operatório desses pacientes. “O que nós fizemos foi evitar que um paciente ficasse internado para fazer exame e  ocupando leitos sem a necessidade”, retrucou o secretário.

Cipriano Maia disse que o Walfredo Gurgel não deixou de atender às urgências vasculares. O ambulatório do paciente de  vasculopatia diabértica continua a ser atendido no Ruy Pereira. Ainda há parceira com o Hospital Universitário Onofre Lopes para a realização de arteriografia e arterioplastia. “Pelo contrário, o programa passou a ser qualificado porque estava completamente desarticulado”.

Se um paciente é avaliado e precisa de um procedimento ele não precisa ser internado para fazer um exame no laboratório, explicou o secretário. Os pacientes são avaliados em função de risco. “Não vão para casa em função de risco”, concluiu. Isso foi discutido com os cirurgiões vasculares e angiologistas do Ruy Pereira e do Walfredo Gurgel, e coordenação de regulação, finalizou.

Corredores
Depois de comemorar a desocupação dos corredores do Hospital Walfredo Gurgel pelas macas, a unidade voltou ontem a ter 23 pacientes nestas condições.  Até o final de janeira havia entre 70 e 80 marcas nos corredores e, depois da mudança de fluxo dos pacientes vasculares, os locais foram esvaziados.

A ocupação, ontem pela manhã, segundo o secretário, pode ter sido pelo fato de eles estarem aguardando o direcionamento dos leitos. O que nós precisamos fazer é agilizar as cirurgias ortopédicas. “Vamos avaliar para dar celeridade a isso”.











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