Natal
Secretaria de Educação do RN analisa unir dois anos letivos
Publicado: 00:00:00 - 11/08/2020 Atualizado: 09:20:40 - 11/08/2020
Tales Lobo
Repórter 

Ainda sem previsão de retorno das aulas presenciais no Rio Grande do Norte, a Secretaria de Estado, Cultura e Lazer (SEEC/RN), busca planejamento para um calendário cada vez mais pressionado pela paralisação forçada durante a pandemia do novo coronavírus. Para o titular da pasta, Getúlio Marques, a criação de ciclos, unindo dois anos letivos, é a principal alternativa para combater a evasão escolar e facilitar a retomada do conteúdo perdido.

Magnus Nascimento
Getúlio Marques, titular da SEEC/RN, confirmou que técnicos da pasta analisam possibilidades para evitar perdas aos alunos da rede

Getúlio Marques, titular da SEEC/RN, confirmou que técnicos da pasta analisam possibilidades para evitar perdas aos alunos da rede



As aulas presenciais no Estado estão suspensas desde meados de março, quando foi emitido o primeiro Decreto nesse sentido. A previsão mais recente do Governo estimava um retorno no dia 17 de agosto, próxima segunda-feira, no entanto, seguindo orientações do Comitês Científico da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap/RN), Getúlio Marques acredita que a retomada na data proposta é inviável. 

As decisões da SEEC/RN impactam a rede pública de ensino do Estado, responsável pelo Ensino Médio, e as redes privadas e municipais de cidades que não possuem sistema de gestão própria de ensino. Segundo a Secretaria, esse é o caso da maioria das cidades, com exceção das maiores, como Natal, Mossoró e Parnamirim.

Com cinco meses de aulas presenciais suspensas, a rede estadual enfrenta dificuldades para implementar um sistema de ensino remoto que contemple de forma igualitária os estudantes, já que a maioria não possui estrutura adequada para estudar em casa. Com isso, os riscos de evasão escolar aumentam, e a SEEC/RN é desafiada a buscar soluções para que os alunos não desistam dos estudos após a pandemia. 

“Em princípio, tão logo haja o retorno às aulas, nossa preocupação com alunos, professores e todos que trabalham dentro da escola, vai ser com o seu acolhimento. Estaremos vendo como estão as condições psicológicas, emocionais desses alunos. As avaliações serão tratadas em um primeiro momento mais como uma forma de conhecermos em que estágio estará cada um”, explica Getúlio Marques.

De acordo com ele, a proposta é de uma unificação de dois anos letivos, onde os alunos seriam avaliados em ciclos até o final do período que se encerraria em 2021. Por exemplo, após a aprovação do retorno, um estudante do 4º ano seria avaliado ciclicamente recebendo também conteúdo do 5º ano, e ao final do processo de retomada, estaria apto para receber o certificado das duas séries. 

“Continuamos debatendo a questão dos ciclos, porque para isso vamos ter que normatizar. Há um grupo que trabalha desde o dia 17 de março.... A ideia é segurar todos esses alunos sem essa avaliação final agora em 2020, porque quando a gente colocar um período curto, principalmente para aqueles em maior fragilidade, muitos não terão condição e poderemos ter uma perda muito grande, muita evasão. É isso que não queremos. Precisamos que todos os alunos sejam acolhidos e ninguém fique para trás”, apontou o titular da SEEC/RN. 

Protocolo Sanitário
 A Rede Estadual de Educação ainda não divulgou nenhum protocolo para uma futura retomada. Segundo os responsáveis pela pasta, o Comitê Científico tem observado medidas sanitárias utilizadas em locais onde as aulas já reiniciaram, e as regras devem ser definidas ainda nesta semana. Outros aspectos devem ser trabalhados em um segundo protocolo, que a Secretaria espera dispor até o final de agosto. 

“O mesmo Comitê que trabalha conosco desde o dia 17 de março, provavelmente, até o final desta semana, estará finalizando um protocolo com as diretrizes para todas as redes do Estado. Na sequência, há um protocolo que também está sendo trabalhado pelo Governo do Estado, em que abordamos todas as questões envolvidas na educação, como que normas precisarão ser revisadas, como será pedagogicamente a questão dos currículos, e, mais especificamente, a biossegurança”, declara Getúlio Marques. 






Leia também

Plantão de Notícias

Baixe Grátis o App Tribuna do Norte

Jornal Impresso

Edição do dia:
Edição do Dia - Jornal Tribuna do Norte