Economia
SEEC usará diferentes planos pedagógicos na rede estadual
Publicado: 00:00:00 - 28/11/2021 Atualizado: 13:29:05 - 27/11/2021
Nas escolas estaduais existe a preocupação em trazer de volta os alunos para as escolas, descobrir a razão que os mantém afastados e oferecer condições para que permaneçam estudando. A identificação daqueles que deixaram de acompanhar as aulas remotas e, agora, de retornar às atividades presenciais tem sido feita pelo programa “Busca Ativa”, estratégia do Unicef composta por uma metodologia social e uma ferramenta tecnológica disponibilizadas gratuitamente para estados e municípios.

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A identificação dos alunos que abandonaram as aulas remotas e não retornaram às atividades presenciais tem sido feita pelo “Busca Ativa”, estratégia do Unicef

A identificação dos alunos que abandonaram as aulas remotas e não retornaram às atividades presenciais tem sido feita pelo “Busca Ativa”, estratégia do Unicef


O programa identifica o aluno, georeferencia através das informações das escolas  e, dessa forma, o assistente social ou o agente de saúde pode encontrá-lo e descobrir qual é a situação desse aluno e qual é a melhor forma de trazê-lo de volta, resolvendo o problema existente se possível.

“Assinamos ainda em 2019 o convênio com o Unicef para identificar alunos que se evadem, que se reprovam e saber o porquê não vêm para a aula e começamos a aplicar durante a pandemia. Está sendo feito esforço junto com os municípios para ir em busca dos que não estão vindo, se é porque tem algum problema de saúde, porque mudou de cidade, porque mudou de escola, para, a partir desse levantamento, entrar a parte da assistência social e a área de saúde.”, explicou o secretário  de Estado da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer (Seec), Getúlio Marques.

Com o retorno presencial, corrido no mês de outubro, o desafio também é atender àqueles que estão de volta às escolas, contudo, o grau de defasagem e o nível de evasão só será possível conferir com maior segurança no final do ano, segundo o secretário, aplicando planos de trabalhos diferentes de acordo com as deficiências. “Nosso trabalho agora é ter um plano de educação para os que já estão na escola. Com esse retorno, precisaremos fazer avaliação de diagnóstico com outros que não tenham tido acesso às atividades remotas. Só poderemos ter o balanço no final do ano”, explicou Getúlio Marques.

O Sigeduc (Sistema Integrado de Gestão da Educação)  traz ferramentas para a gestão escolar e dá suporte a diversas atividades, desde freqüência das aulas, até acesso aos pais e professores. Os professores criam salas de aula virtuais na plataforma que foram utilizadas para as aulas remotas. Porém, dos 222 mil alunos matriculados neste ano, cerca de 30 mil não acessaram o Sistema. “Esse é um número de aferição, mas é relativo porque podem ter acessado outros meios, como as atividades impressas ou outras formas remotas de aula, externas ao sistema. Mesmo entre os 180 mil que acessaram, um grupo de 20 mil ficou abaixo da média de frequência. Consideramos que esse grupo precisa de apoio tecnológico. Cerca de 20% a 25% precisará de apoio tecnológico”, avaliou o secretário.

Uma das medidas, segundo o secretário, é levar internet banda larga gratuita para escolas de 40 cidades do interior através da SEEC, de modo que os alunos consigam acessar a rede também em casa. “Estamos fazendo contrato para que todos os municípios tenham banda larga paga pela secretaria. A torre da escola transmitirá até 15km beneficiando cerca de 82 mil alunos. Vamos começar a usar ferramentas antes não usadas por falta de capacitação de professores ou de recursos e os alunos usarão moldem para ter acesso em casa”, prevê Getúlio Marques. 

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Escolas municipais registram baixa frequência nas turmas

Escolas municipais registram baixa frequência nas turmas


SME Natal orienta para busca de estudantes faltosos
Depois de um ano e meio com a interrupção de aulas presenciais, a Secretaria Municipal de Educação de Natal (SME) concluiu a retomada presencial das turmas, contudo, já percebeu a baixa freqüência de alguns deles e planeja como trazer esses alunos de volta à escola.

Concluído em junho, o ano letivo de 2020 aconteceu exclusivamente no formato não-presencial desde o início da pandemia, lançando mão de diversas estratégias metodológicas para atender todos os alunos diante das limitações de cada realidade. A Secretária Adjunta de Gestão Pedagógica da SME, Naire Capistrano, relembrou que o ano letivo de 2021 teve início no último dia 7 de julho ainda no formato não-presencial e só poderia concluir dados sobre a evasão quando o retorno de todas as escolas ocorresse de forma presencial. “Não temos os dados fechados em relação à evasão, entretanto podemos antecipar que na rede já foi identificada a não assiduidade de estudantes”, disse ela.

A partir do dia 14 de julho, o ano letivo 2021 passou a ocorrer de forma híbrida com  atividades presenciais e não presenciais concluindo o retorno neste formato no dia 1º de setembro, que ocorreu para os Anos Finais (6º ao 9º ano) do Ensino Fundamental, inclusive na modalidade da Educação de Jovens e Adultos (EJA), seguindo o Protocolo para Retorno das Atividades Escolares na Rede Municipal de Ensino de Natal.

Como a baixa freqüência de alguns está sendo monitorada, a secretária disse que, neste momento, a ação mais efetiva é o atendimento presencial. O número de matrículas aumentou significativamente a partir da abertura das unidades de ensino para atender presencialmente os estudantes, segundo ela. “O controle e a busca devem ser atitudes freqüentes ao primeiro sinal de abandono ou ausências contínuas. A orientação da SME, junto aos gestores das unidades de ensino, é, no momento que o professor perceber a não assiduidade, entrar em contato com o estudante ou o responsável para buscar esclarecimentos sobre a situação e, na ocasião, já orientar para reverter o contexto desfavorável”.

Quando não conseguir esse contato, ou no caso de constatar situação de vulnerabilidade, a orientação é procurar o Conselho Tutelar imediatamente. 

Considerando o atual cenário da covid-19 em Natal e o Protocolo para Retorno das Atividades Escolares, a rede municipal de ensino de Natal tem autorização para atender as crianças em sistema de rodízio, respeitando 1,5 de distanciamento entre as cadeiras e atender a todas as crianças público-alvo da Educação Especial. “Reconhecemos que, em breve, haverá ampliação do número de estudantes atendidos. O retorno de forma 100% presencial vai depender da queda nos números da covid-19, e conseqüentemente na melhora da pandemia”.

A Rede atende hoje 55 mil estudantes, soma-se a este universo 2.000 professores, 777 educadores infantis, 2.062 funcionários, 517 estagiários, divididos em 74 Centros Municipais de Educação Infantil (CMEI) e 72 Escolas de Ensino Fundamental.

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