Sem chance em Pipeline, Italo Ferreira promete não aliviar para rivais no surfe

Publicação: 2018-11-08 07:16:00 | Comentários: 0
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Apesar de não ter mais chances matemáticas de título mundial, Italo Ferreira vai para o Havaí empolgado com seu momento no Circuito Mundial de Surfe. Ele foi o único atleta a vencer três etapas na elite em 2018, incluindo a mais recente, em Portugal. No último evento do ano, em Pipeline, ele poderá ser o fiel da balança na disputa do título entre Gabriel Medina, Julian Wilson e Filipe Toledo.

Ítalo Ferreira derrubou todos os favoritos e ergueu outra taça
O potiguar prometeu não aliviar rivais no Circuito Mundial de Surfe

“Minha postura será a mesma. Vou entrar na bateria para pegar as melhores ondas. Não é egoísmo. Eu tenho patrocinadores, uma família que torce por mim e me apoiou desde o início. Existe toda uma história por trás. Não é chegar lá e abrir a bateria. Não é Fórmula 1 que a equipe comunica e o piloto deixa passar. Não é assim que funciona”, disse, em entrevista exclusiva ao Estado.

O atleta deixa claro que não é pelo fato de ser brasileiro como dois dos concorrentes ao troféu que vai facilitar a vida deles. Acima de tudo, vai imperar o seu profissionalismo. “Qualquer um dos candidatos ao título que cair comigo terá de me vencer para se tornar campeão. Esse é o mérito que ele vai levar para a vida. Quem quer ser campeão tem de passar por cima de todo mundo essa é a real”, avisou.

Italo disputou na última semana o Red Nose São Sebastião Pro 2018, na praia de Maresias, no litoral paulista, e parou na quarta fase. Mas espera fechar a sua temporada com chave de ouro no Havaí. “Eu não tenho do que reclamar, pois foi um ano incrível para mim. Acredito que poderia ter sido melhor, mas acabei errando em alguns eventos e isso acabou custando muito caro para mim. Tenho aprendido bastante em todos esses anos e sei que coisas melhores estão por vir”, afirmou.

O brasileiro foi campeão das etapas de Bells Beach, na Austrália de Bali, na Indonésia, e de Peniche, em Portugal. Além disso, teve apenas um quinto lugar em Teahupoo, no Taiti. Esses resultados fazem contraste com outros seis desempenhos ruins nos quais não passou da 13.ª posição. “Queria estar na disputa do título mundial, ainda mais depois de três vitórias em etapas, mas tive resultados que me prejudicaram e isso mostra que preciso melhorar”.

Estadão Conteúdo



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