Esportes
Sem salário, sem trabalho, sem jogo
Publicado: 00:00:00 - 24/10/2017 Atualizado: 21:05:34 - 23/10/2017
Os jogadores do ABC estão em greve. O grupo que está para complementar três meses do salário na carteira de trabalho em atraso e que há quatro meses não recebe também os direitos de imagem, resolveu parar suas atividades enquanto a diretoria do clube não resolver a situação. Com isso, até o confronto de sábado, pela Série B diante do Londrina, no Frasqueirão, está ameaçado de não ocorrer. O comunicado foi realizado na tarde de ontem, pelo presidente do Sindicato dos Atletas de Futebol Profissional do Estado do Rio Grande do Norte (Safern), Felipe Augusto Leite.

Alex Régis
Em situação financeira complicada, atletas buscaram sindicato para resolver a questão do atraso salarial, que atenta contra dignidade

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Na ata da assembleia-geral extraordinária ficou estabelecido que os atletas e o sindicato vão esperar por uma proposta do clube até amanhã, uma vez que a via da negociação não está descartada.

“Os atletas estão abertos a negociação. Estaremos em estado de assembleia permanente aguardando a proposta da diretoria do clube. O ABC terá 48 horas para se pronunciar e a proposta que for realizada será avaliada pelo grupo de atletas, que irá definir se aceita ou não. Na quinta-feira haverá um novo encontro e, se nada for resolvido, o jogo diante do Londrina não irá acontecer”, disse Felipe Augusto Leite.

Além de não pagar os salários dos atletas e atrasar o pagamento de direito de imagem, segundo o presidente do sindicato dos atletas, a diretoria também está descontando os tributos federais que recaem sobre os vencimentos e não está repassando as parcelas ao INSS e do FGTS.

“A situação não é boa. Se nada for feito para resolver essa questão, com a notificação que será realizada ao clube, nós vamos voltar a realizar uma assembleia na quinta-feira e, depois disso, entrar com uma denúncia no Ministério Público do Trabalho requerendo a rescisão coletivo do contrato de trabalho de todos os atletas do elenco. A Lei Pelé garante esse direito ao jogador a partir do segundo mês de atraso”, salientou Felipe Augusto.

O atraso vem afetando de forma mais veemente a vida dos atletas desde de junho. Mas o problema de pagamento no ABC vai além dos salários.

“O grupo não recebeu a premiação combinada pela conquista do Estadual, pela passagem de fase da Copa do Brasil e virou regra no Brasil o mês de trabalho dos atletas possuir em torno de sessenta dias. Os clubes atrasam dois meses e trabalham para não deixar completar o terceiro mês. Isso tem de acabar no nosso futebol, acredito que essa medida é necessária para moralizar a situação. É a primeira vez no Brasil que ocorre um movimento desse tipo”, destacou Felipe Augusto.

O movimento foi definido pelo fato de a situação estar insustentável para os atletas, muitos estão sendo ameaçados até de despejo por não ter dinheiro para cobrir os custos do aluguel de suas residências.

“O ABC está faltando com respeito a própria dignidade humana, uma causa pétrea da nossa Constituição. Esse movimento também sai em defesa dos demais funcionários que estão sofrendo também com a falta de pagamento dos salários”, frisou o presidente da Safern.

Em conversa com funcionários do Alvinegro, a informação é que o salários deles está atrasado há 12 dias, eles também informaram que estão recebendo o vale transporte para irem trabalhar.


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