Seminário alerta sobre segurança do paciente

Publicação: 2017-09-13 00:00:00 | Comentários: 0
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Yuno Silva
Repórter

Os procedimentos inseridos na rotina de profissionais da área de saúde são incontáveis e, para minimizar a incidência de erros, o Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol), em parceria com a Vigilância Sanitária estadual, promoveu o I Seminário Norte-riograndense de Segurança do Paciente.

Palestrante no I Seminário Norte-riograndense de Segurança do Paciente, a gerente de Vigilância e Monitoramento da Anvisa, Magda Costa, mostrou a necessidade da prevenção e de um sistema de saúde seguro
Palestrante no I Seminário Norte-riograndense de Segurança do Paciente, a gerente de Vigilância e Monitoramento da Anvisa, Magda Costa, mostrou a necessidade da prevenção e de um sistema de saúde seguro

O evento, inédito no Rio Grande do Norte, mobilizou não só profissionais da saúde como também estudantes e gestores públicos. A programação foi ilustrada por palestras, mesas-redondas e paineis, sobre temas como alimentação e nutrição, pacientes polimedicados, acidentes durante a fisioterapia, e o que não se pode esquecer em terapias intensivas. O Seminário foi realizado no centro de convenções do Hotel Praia Mar, em Ponta Negra, durante esta terça-feira (12).

Entre os palestrantes, Magda Machado de Miranda Costa, gerente de Vigilância e Monitoramento em Serviços de Saúde da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, falou sobre como, desde 2013 com a portaria número 529, a Agência vem trabalhando para ampliar a criação de núcleos de segurança do paciente. De acordo com informações da Anvisa, em 2016, 20 unidades de saúde do RN participaram da pesquisa de autoavaliação coordenada pelo órgão. A  gerente de vigilância e monitoramento em serviços de saúde da Agência Nacional de Vigilância Sanitária conversou com a reportagem da TRIBUNA DO NORTE sobre o assunto:

Em que fase do atendimento o profissional da saúde deve estar mais atento na segurança do paciente?
Em toda e qualquer situação, antes, durante ou após procedimentos – principalmente os mais complexos como as cirurgias. A meta da Anvisa é reduzir a quantidade de eventos adversos que pode acometer um paciente, como falhas da assistência que possa levar a algum tipo de lesão.

Geralmente essas falhas estão associadas à quê: higiene?
Não especificamente. A questão engloba qualquer tipo de falha dentro da assistência de saúde: desde uma queda, uma lesão de pele durante a internação, algum procedimento equivocado, problemas com medicamentos, até o uso do sangue de forma irregular. Qualquer falha durante o processo que podem expor o paciente a riscos.

A falha mais comum registrada é a humana?
Nem sempre. As falhas podem surgir pelo mau funcionamento de um equipamento, um medicamento ministrado de forma errada, pela má conservação de algum produto ou derivado do sangue, mas principalmente devido o processo de trabalho equivocado. A Anvisa tem vários protocolos que previnem esses problemas.

O tema segurança do paciente tem boa receptividade dos profissionais de saúde?
O mais importante é fazer com que entendam do que se trata. Explicamos como é importante ter um sistema seguro, para que as pessoas entrem em uma unidade de saúde, tenham sua doença tratada e não sejam expostos a nenhum tipo de risco que pode acarretar o aparecimento de evento adverso. Se determinado paciente entra para fazer uma cirurgia, ele tem que sair melhor do que quando chegou. Temos que trabalhamos sempre com a possibilidade do erro. Há risco em qualquer lugar, no mundo inteiro, em qualquer tipo de assistência.

Como fortalecer as ações de segurança do paciente dentro dos hospitais?
O programa da Anvisa já determina a criação dos núcleos de segurança do paciente em todo o serviço de saúde do País, com exceção dos consultórios individuais, do atendimento móvel, e da atenção domiciliar; todos os outros serviços têm obrigação de ter um núcleo de segurança com capacidade de elaborar um plano de segurança. O objetivo é prevenir que novos eventos adversos ocorram, e para isso é preciso sensibilizar gestores e os próprios profissionais da área. Pacientes e seus acompanhantes devem ser informados, assim também podem ajudar. É um trabalho contínuo, a função desses núcleos são sensibilizar, capacitar e mobilizar a equipe em prol da prevenção.

E quais os problemas mais comuns que podem ser evitados?
Lesão por pressão, que é quando o paciente fica muito tempo em uma única posição; erros envolvendo cirurgias como o esquecimento de algum material dentro do corpo do paciente; a manipulação de sondas, que podem entupir durante o uso; quedas de pacientes vulneráveis nos corredores e banheiros. Como esses núcleos são obrigados a notificar qualquer ocorrência, a Anvisa pode direcionar ações para elaboração de políticas públicas de prevenção embasada em informações precisas.


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