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Natal
Semurb inicia remoção de cigarreiras irregulares
Publicado: 00:00:00 - 24/03/2012 Atualizado: 21:38:04 - 23/03/2012
A Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo – Semurb, iniciou na manhã de ontem, o processo de remoção de três das quatro cigarreiras erguidas vizinhas ao prédio do Hospital Universitário Onofre Lopes, na avenida Getúlio Vargas. A que não foi atingida pela ação da Prefeitura foi por força de uma liminar, mas a Semurb afirma que vai acionar o Ministério Público.
Ontem a Semurb começou a retirada dos pertences dos proprietários das cigarreiras. A remoção das edificações será depois
Foram retirados todos os pertences dos porprietários dos estabelecimentos e cortada a energia elétrica como garantia de que os pontos de vendas não voltem a funcionar. De acordo com a Semurb, os estabelecimentos vão ser demolidos aos poucos por estarem em um terreno muito íngrime e colocando em risco as casas logo abaixo.

Segundo o supervisor de fiscalização da Semurb, Leonardo Almeida, os proprietários receberam notificação para sair da Secretaria, mas não cumpriram. “Toda essa área já tinha sido notificada. Como não fizeram o processo de remoção, iremos atuar com poder de polícia. Iremos recolher todo o material e aplicar multa por desobediência”.

Cleonice Dantas se pergunta como vai sustentar sua casaO secretário adjunto de Fiscalização e Licenciamento da Semurb, Sueldo Medeiros, alega que as quatro cigarreias estão instaladas em áreas de risco e exercem atividade de forma irregular. As cigarreiras funcionam sem autorização, com infraestrutura deficiente, segundo Sueldo. Além disso “não informaram [à Prefeitura] que mudaram o formato, desconfigurando o perfil inicial”, completa.

O adjunto acrescenta que  a intenção é remover todas as quatro cigarreias. “Apenas uma apresentou liminar, mas iremos acionar o Ministério Público para continuar com o processo de remoção”. Sueldo Medeiros reforça ainda que todos os estabelecimentos foram informados da ação com 72 horas  de antecedência.

Para o advogado Manoel Messias, representante de um dos proprietários, a ação da Semurb é arbitrária. “A Prefeitura não deu direito de defesa. Não podem fazer esse tipo de ação, pois temos até a quarta-feira da semana que vem para recorrer. É um abuso o que estão fazendo com esses pais de família”.

Dona Cleonice Dantas, que trabalha na cigarreira há quatro anos, pede socorro. “Não sei o que irei fazer da minha vida. Se a prefeitura arrumasse outro lugar para a gente trabalhar seria muito bom. Quem vai botar comida em casa agora?”, questiona.

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