Senadores pedem agilidade

Publicação: 2017-02-21 00:00:00 | Comentários: 0
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Senadores dos nove estados do Nordeste articulam um pacto político para tentar agilizar, junto ao governo federal, a conclusão das obras de transposição do rio São Francisco. O senador Garibaldi Filho (PMDB-RN) diz que as chuvas que vêm caindo na região, “deram um novo ânimo ao homem do campo, principalmente aos mais otimistas”, no entanto,  “isso não pode representar, de maneira nenhuma, numa caminhada mais lenta das obras da transposição do São Francisco.
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Para o senador Garibaldi Filho, as obras de transposição do São Francisco precisam ganhar um ritmo mais acelerado, sobretudo no eixo norte, que vai trazer águas para a Paraíba e o Rio Grande do Norte. Segundo o senador potiguar, as recentes chuvas trazem um desafogo para os estados nordestinos, “mas só a transposição vai trazer segurança hídrica” para os nordestinos.

Garibaldi Filho disse que, inicialmente, os 27 senadores do Nordeste vão tentar uma audiência com o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, para discutir a questão depois do Carnaval, mas possa ser que evolua para uma audiência com o presidente da República, Michel Temer.

O presidente nacional do DEM, senador José Agripino, também diz que a transposição do Rio São Francisco “é peça fundamental para a questão hídrica no Nordeste”. Agripino afirmou já ter proposto um pacto entre os senadores nordestinos “para que, juntos, possamos dar o suporte político e lutarmos por alocação de recursos o orçamento federal para a conclusão dessa obra o mais rápido possível”.

José Agripino disse que “essa obra é de importância fundamental para a preservação da segurança hídrica dos nossos dois principais reservatórios, as barragens de Santa Cruz e Armando Ribeiro Gonçalves”.

Desde 2001 que a transposição e revitalização do rio São Francisco estão na pauta do país. Os 27 senadores do Nordeste defendem agilização das obras, pois alegam que as ações em torno da resolução do problema ainda não foram concluídas.

O senador Oto Alencar (PSD-BA) disse que “as pessoas parece que não acordaram para entender, que a transposição só será feita com água e se não fizer a revitalização imediatamente, com dragagem e replantio de matas ciliares, eu acredito que dentro de, no máximo oito anos, o rio estará interrompido e não vai levar água para a barragem de Sobradinho e consequentemente, os Estados receptores não vão receber águas do São Francisco”.

Para o senador Raimundo Lira (PMDB-PB) a retomada das obras num ritmo mais acelerado é urgente, ao lembrar que um  projeto de sua autoria, já aprovado no Senado, trata da criação de um fundo, com recursos para manutenção e sobrevivência do rio São Francisco: "Me baseei num projeto, que foi adotado no rio Mississipi, ele cria um fundo gerado por um faturamento que geram energia no rio Sao Francisco,  no caso a Chesf, as Três Marias e ai a  revitalização será feita de forma  continua e sem depender dos recursos do Tesouro Nacional”.

O senador José Maranhão (PMDB-PB)  também acha que o governo também precisa apressar as ações voltadas para o São Francisco.  "O eixo leste deverá chegar março ou abril, se não faltar recursos, aí já teremos condições de minimizar efeitos da seca”.

Já o senador Benedito Lira (PP-AL) confirma que os 27 senadores querem audiência com Temer pra pedir urgência na solução da crise hídrica, que enfrenta a região Nordeste, principalmente em relação a escassez de recursos para recuperar o rio São Francisco.

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