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Servidores da saúde anunciam 'dia de apagão' para hoje (9)
Publicado: 00:00:00 - 09/01/2018 Atualizado: 01:23:59 - 09/01/2018
Os servidores da saúde do Rio Grande do Norte, em greve há quase dois meses, vão realizar um 'apagão' nos serviços de quatro unidades nesta terça-feira (9). A partir das 6h, a categoria deverá impedir a entrada de servidores para assumir os plantões nos hospitais Monsenhor Walfredo Gurgel e Ruy Pereira; Laboratório central (Lacen) e na Unicat. A ação foi convocada pelo Sindicato dos Servidores da Saúde (Sindsaúde) e não tem previsão de duração, podendo se estender por até 24 horas.

Adriano Abreu
Greve dos servidores da saúde, desde o dia 13 de novembro de 2017, já tem afetado o atendimento no Hospital Walfredo Gurgel

Greve dos servidores da saúde, desde o dia 13 de novembro de 2017, já tem afetado o atendimento no Hospital Walfredo Gurgel


Greve dos servidores da saúde, desde o dia 13 de novembro de 2017, já tem afetado o atendimento no Hospital Walfredo Gurgel

A categoria reivindica o pagamento salarial em dia, além da oficialização de um calendário de pagamento pelo Governo do Estado. O salário dos servidores estaduais está sendo pago com atraso sistemático, há 23 meses. “Essa situação, de trabalhar sem estrutura e sem receber salários, está abalando as pessoas. Muitas já estão trabalhando na base de medicação”, afirmou Rosália Fernandes,  diretora do Sindsaúde.

Ainda de acordo com Rosália, o governo não está aberto à negociação, mas os servidores seguem se mobilizando. "A solução que nos apresentam é um pacote de ajuste fiscal, mais a vendas de ativos, demissão de servidores... Não falam nada sobre suspender o auxílio moradia retroativo de juízes, em mexer no duodécimo dos outros Poderes nem em cobrar a dívida fiscal das grandes empresas”, criticou a sindicalista.

Com o desfalque nas equipes de enfermarias dos hospitais, a prestação dos serviços de atendimento básico, como a troca de curativos e a higienização de pacientes que estão internados, deixaram de ser feitos com regularidade. “Tem muita gente em casa, que não está conseguindo vir trabalhar por falta de dinheiro para pagar o transporte. Aquelas caronas que a Sesap (Secretaria Estadual de Saúde ) programou não estão funcionando de forma eficaz”, observou Rosália.

A categoria está elaborando uma carta, a partir de dados levantados pelo Instituto Latino-Americano de Estudos Socioeconômicos (Ilaese), onde serão elencadas possíveis soluções para o Estado superar a crise financeira. O documento será entregue à imprensa, Poder Executivo, Ministério Público do RN, Tribunal de Contas do Estado, Tribunal de Justiça do RN e Assembleia Legislativa do RN.

“Não estamos quietos, o Governo é que não está aberto à negociação – está dando atenção apenas aos que fazem mais barulho (no caso, o setor de segurança). A solução que nos apresentam é um pacote de ajuste fiscal, mais a vendas de ativos, demissão de servidores... Não falam nada sobre suspender o auxílio moradia retroativo de juízes, em mexer no duodécimo dos outros Poderes nem em cobrar a dívida fiscal das grandes empresas; só se fala em tirar cada vez mais direitos dos trabalhadores”, criticou Rosália.


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