Servidores da Saúde municipal entram em greve

Publicação: 2019-12-03 00:00:00 | Comentários: 0
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Enfermeiros, fisioterapeutas, técnicos de enfermagem, dentistas e as demais especialidades que atendem na saúde do município de Natal entraram em greve nessa segunda-feira (2). O movimento foi aprovado na última quarta-feira (27) por unanimidade, somando-se ao movimento iniciado desde o dia 19 de novembro pelos médicos do município, os primeiros a aderir ao movimento.

Servidores se mobilizaram na UPA Cidade da Esperança para chamar a atenção da população sobre as reivindicações
Servidores se mobilizaram na UPA Cidade da Esperança para chamar a atenção da população sobre as reivindicações

Durante a manhã, cerca de 100 servidores se reuniram em frente à Unidade de Pronto-Atendimento de Cidade da Esperança, uma das maiores da cidade, com o objetivo de fazer uma caminhada pelo bairro e chamar atenção para a situação dos funcionários. De acordo com Flávio Gomes, diretor do Sindsaúde, a orientação é para que as unidades e postos de saúde que não têm atendimento 24h fiquem totalmente paralisadas, enquanto os serviços de urgência e emergência funcionem com 30% de sua capacidade.

“Nossas reivindicações são pelo estabelecimento da data-base, o pagamento do salário na sua integralidade com as gratificações e adicionais as quais as categorias têm direito e convocação do cadastro de reserva dos aprovados no concurso”, afirma. Além disso, os servidores pedem, também, o melhor abastecimento das unidades e postos de saúde para a população.

Assim como os médicos, as demais especialidades aprovadas no último concurso feito pela Prefeitura do Natal não estão recebendo o salário com os adicionais noturnos e de insalubridade. “É complicado, porque o concurso foi divulgado com uma série de atribuições e benefícios aos quais não estamos tendo acesso. É como se recebêssemos a metade do valor devido”, afirma a enfermeira Clarissa Bandeira, de 33 anos, uma das convocadas em janeiro para integrar o quadro do município, e que está sem receber a totalidade do salário.

Durante o primeiro dia de greve, as unidades e postos de saúde da capital conseguiram manter em funcionamento parte dos serviços, apesar de que com o quadro reduzido. Foi o caso da Unidade Básica de Saúde de Brasília Teimosa, na zona Leste da cidade. De acordo com a diretoria da Unidade, o maior déficit no primeiro dia foi de técnicos e enfermeiros. Com 8 técnicos e 3 enfermeiros no quadro, a UBS contou apenas com uma pessoa trabalhando em cada uma dessas funções na manhã desta segunda-feira.

Já na UBS São João, na avenida Romualdo Galvão, a sala de vacina, uma das referências da Unidade, ficou fechada durante a manhã pela falta dos servidores. Já na UPA de Cidade da Esperança, os atendimentos estavam transcorrendo normalmente, entretanto, a espera estava mais longa e algumas pessoas se depararam com a falta de insumos, como foi o caso de Iara Martins, de 23 anos, que levou a filha de 6 anos para ser atendida.

“Quando chegamos havia uma grande quantidade de pessoas aguardando atendimento. Nós fomos atendidas muito bem pelo médico, mas quando minha filha foi ser medicada nos deparamos com um problema: não havia dipirona no posto”, relata Iara. O remédio indicado pelo médico, então, teve que ser substituído por outra medicação. De acordo com os servidores, a prática é comum, e faltam insumos básicos, como o álcool.

Na rede municipal, o Sindicato dos Médicos afirma que 90% dos médicos estatutários, que pertencem ao quadro efetivo da SMS, aderiram à greve, e os médicos estão se apresentando apenas para o plantão e fazendo revezamento dos atendimentos para atingir à cota mínima exigida pela legislação.

Médicos do programa Mais Médicos, assim como os demais ligados ao Governo Federal ou de cooperativas não fazem parte do movimento, e continuam atendendo normalmente nas unidades e postos de saúde.





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