Natal
Servidores em greve farão um dia de 'apagão' na saúde
Publicado: 00:00:00 - 06/01/2018 Atualizado: 01:14:13 - 06/01/2018
O Sindicato dos Servidores em Saúde do RN tem realizado assembleias volantes periódicas dentro dos hospitais, e Rosália Fernandes, diretora da entidade, adiantou que a categoria decidiu promover um “dia de apagão na saúde” nessa próxima semana. Ela não informou que dia a ação irá acontecer “para evitar represálias”, nem se o “apagão” irá durar 12 horas ou 24 horas, mas explicou que a intenção é tentar “impedir a entrada de servidores nos hospitais para evitar que assumam os plantões. Essa proposta ainda está em construção. Faremos reuniões neste sábado (6) e domingo (7) para aprofundar esse debate”.

A diretora do SindSaúde/RN disse ainda que será elaborada uma carta, a partir de dados levantados pelo Instituto Latino-Americano de Estudos Socioeconômicos (Ilaese), onde serão elencadas possíveis soluções para o Estado superar a crise financeira. O documento será entregue à imprensa, Poder Executivo, Ministério Público do RN, Tribunal de Contas do Estado, Tribunal de Justiça do RN e Assembleia Legislativa do RN.

“Não estamos quietos, o Governo é que não está aberto à negociação – está dando atenção apenas aos que fazem mais barulho (no caso, o setor de segurança). A solução que nos apresentam é um pacote de ajuste fiscal, mais a vendas de ativos, demissão de servidores... Não falam nada sobre suspender o auxílio moradia retroativo de juízes, em mexer no duodécimo dos outros Poderes nem em cobrar a dívida fiscal das grandes empresas”, criticou Rosália.

Falta de medicamentos
Ontem à tarde, na porta do Hospital Walfredo Gurgel, o aposentado Severino Damásio, 65, estava na expectativa pelo atendimento do enteado que sofreu um acidente de moto na noite de ano novo e até agora aguarda por cirurgia no corredor. “Disseram que ele quebrou a bacia e uma costela. Já fizeram os exames, estão medicando, mas não deram prazo para entregar os resultados (dos exames) nem quando ele será atendido. Por enquanto, está no corredor”.

Logo na entrada do Pronto Socorro Clóvis Sarinho, uma série de cartazes criticava a postura do governo estadual e indicava a falta de medicamentos e insumos básicos como remédios simples como Dipirona e Luftal e fio para suturar ferimentos. “Também está faltando profissionais para atender as pessoas, a saúde do RN está à míngua”, reclamou Elizabete Darque, 46, voluntária da Pastoral da Saúde. Ela visita pacientes e “leva palavras de conforto” para dentro dos hospitais.

Já o cearense Francisco Helder, 30, que está em situação de rua, disse que conseguiu ter um atendimento satisfatório – foi transferido de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para o HWG. “Faltou só a medicação”, disse.


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