Servidores fazem manifestação e derrubam cerco à Assembleia; veja imagens

Publicação: 2018-01-11 11:12:00 | Comentários: 0
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O clima ficou tenso no fim da manhã desta quinta-feira (11) no entorno da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. Servidores públicos estaduais fazem manifestação contra o pacote de projetos encaminhados pelo Governo do Estado e, sem o acesso ao Palácio José Augusto, eles derrubaram o cerco ao redor do local. Apesar da tensão, não houve confronto grande entre manifestantes e a Polícia Militar.
Servidores ocuparam entrada principal da Assembleia Legislativa
Servidores ocuparam entrada principal da Assembleia Legislativa

Mais cedo, manifestantes hostilizaram o deputado Ricardo Motta (PSB), que chegava ao Legislativo pela entrada da Procuradoria. Os manifestantes tentaram furar a barreira feita por policiais do BPChoque, mas foram contidos e o deputado conseguiu adentrar o local. Porém, o clima continuou tenso nos outros acessos à Casa Legislativa.

Com as grades posicionadas nos acessos, os servidores arrancaram a estrutura e foram até a frente da porta principal que dá acesso à Assembleia. Segundo os manifestantes, houve uso de gás de pimenta para dispersar alguns manifestantes mais exaltados, mas a situação foi rapidamente contornada pelos policiais. Os servidores entoaram palavras de ordem contra o governador Robinson Faria.

"Nossa reivindicação é para que a Assembleia não aprove o pacote de ajustes do Governo. Não é justo que os servidores paguem mais uma vez pelo desequilíbrio fiscal do Estado. É incoerente que os Poderes sejam riquíssimos enquanto o Rio Grande do Norte está falido", disse o servidor Anderson Barbosa, coordenador do Sinte.

Viaturas da Polícia Militar estão no entorno da Assembleia, mas até as 11h05, o clima estava tranquilo e sem confrontos. "Vocês estão no mesmo barco que a gente", disse um servidor a policiais que fazem a segurança no local.

Pacote

O Governo do Estado encaminhou ao Legislativo 18 projetos que tratam sobre reequilíbrio fiscal e outras medidas que afetam diretamente os servidores, como proibição de concessão de reajustes salariais para serem pagos a partir da gestão seguinte, proibição de promoções, além do aumento da alíquota da previdência recolhida, que poderá passar de 11% para 14%.


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