Servidores programam novo 'apagão' na Saúde estadual

Publicação: 2018-01-13 00:00:00 | Comentários: 0
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Em greve desde o dia 13 de novembro, enfermeiros, técnicos de enfermagem, nutricionistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, técnicos de laboratório, entre outros profissionais que prestam assistência nos serviços da rede pública do Estado, decidiram promover novo apagão na saúde nesta segunda-feira (15). Ato semelhante já havia sido realizado na última terça (9), em frente ao Hospital Walfredo Gurgel, e a meta do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde (SindSaúde-RN) é ampliar o “apagão” para outras unidades como os hospitais Maria Alice Fernandes na zona Norte, Ruy Pereira em Petrópolis, e Deoclécio Marques em Parnamirim.

Em ‘apagão’ na terça-feira (9), servidores da Saúde, em greve, bloquearam os acessos ao HWG
Em ‘apagão’ na terça-feira (9), servidores da Saúde, em greve, bloquearam os acessos ao HWG

“A mobilização em frente ao Hospital Walfredo Gurgel vai continuar sendo a maior, mas queremos paralisar o atendimento nessas outras unidades como forma de chamar atenção do Governo, da sociedade e da própria categoria para nossas reivindicações”, disse Rosália Fernandes, diretora do SindSaúde-RN. Servidores da saúde em Pau dos Ferros também irão aderir ao movimento, e o apagão no hospital Regional irá acontecer das 7h às 10h.

A sindicalista lembrou que na movimentação da semana passada, “vário setores do HWG fecharam as portas por falta de pessoal”. De acordo com Rosália, o estacionamento do hospital não tinha carros, e quem estava no plantão não entrou para trabalhar. “Em locais onde trabalham 10 pessoas, só tinham duas. Nenhuma cirurgia eletiva foi feita, o laboratório não funcionou, e as recepções ficaram fechadas. Só deixamos acessar a unidade ambulâncias do Samu e os casos mais graves”.

A iniciativa foi aprovada por unanimidade na assembleia realizada pela categoria no dia 10, quando também foi aprovada a continuidade da greve.

O apagão na saúde terá início às 6h, quando os servidores irão reduzir o atendimento e apenas casos de urgência e emergência serão encaminhados à unidade. Uma equipe de servidores fará a triagem dos pacientes para encaminhá-los à outras unidades.

Além de melhores condições de trabalho, os grevistas reivindicam pagamento dos salários atrasados – há 23 meses os pagamentos não são feitos de forma regular. “A base também está indignada com a proposta ridícula do Governo pagar o 13º salário através de empréstimo”, acrescentou Rosália.

O protesto também reforça as críticas ao pacote com medidas de ajuste fiscal encaminhado pelo Executivo à Assembleia Legislativa e à proposta apresentada pelo Governo de pagar os salários de dezembro neste sábado (13) deixando de fora aposentados e pensionistas. “Queremos sim receber os nossos salários, mas entendemos que o Governo não pode excluir os aposentados que tanto fizeram por esse Estado. O tratamento deve ser o mesmo para ativos e inativos, os aposentados fizeram história na saúde do RN e devem ser valorizados”, disse Manoel Egídio, coordenador-geral do Sindsaúde-RN.

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