Natal
Sesap pede ampliação de prazo da D2
Publicado: 00:00:00 - 14/09/2021 Atualizado: 22:44:19 - 13/09/2021
A  Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap/RN)  pediu para que os municípios potiguares retomem o prazo estipulado anteriormente de 90 dias para aplicação da segunda dose do imunizante Oxford/Astrazeneca.  Segundo a pasta, o pedido foi feito para que seja possível conseguir dar vazão à demanda de pessoas a serem vacinadas com a D2, uma vez que o número de doses do imunizante enviado ao Estado pelo Ministério da Saúde (MS) tem reduzido gradativamente.

ADRIANO ABREU
Prazo entre as duas doses havia sido diminuído de 90 para 56 dias. Com escassez de doses, período inicial deve ser retomado

Prazo entre as duas doses havia sido diminuído de 90 para 56 dias. Com escassez de doses, período inicial deve ser retomado


De maio a agosto, o quantitativo  de doses da AstraZeneca enviado pelo órgão ministerial ao RN reduziu 43,3%, segundo dados do portal do Ministério da Saúde que monitora a distribuição de vacinas no País. A diminuição ocorreu de forma sucessiva nesse período. Em maio, o Rio Grande do Norte recebeu o maior quantitativo do imunizante (399.550). 

Após isso, os números sofreram sucessivas reduções: em junho, o Estado recebeu 333.750 doses da AstraZeneca; em julho, foram 287.600; e 226.350 doses em agosto. A Sesap informou que o Estado possui, atualmente, 11.690 doses da AstraZeneca. Desse total, 8 mil devem ser encaminhadas aos municípios esta semana.

Com a retomada do prazo de 90 dias para aplicação da D2, a estimativa, segundo a pasta, é que cerca de  40 mil pessoas deixem de completar o esquema vacinal em 56 dias, conforme havia sido recomendado pelo Ministério da Saúde em agosto.

“Nós vamos ficar com um déficit de aproximadamente 40 mil pessoas que precisariam de doses para completar esse intervalo de 56 dias. Por isso, a gente solicita que as pessoas retornem ao intervalo de 90 dias. É importante assinalar que esse prazo (de 90 dias) não causa prejuízo à proteção da vacina”, explicou a  coordenadora de vigilância em saúde da Sesap, Kelly Lima.

Segundo ela, até o momento, apenas o município de Mossoró, no Oeste potiguar, não possui doses disponíveis para garantir o intervalo de 56 dias para a D2 com o uso da AstraZeneca. Kelly Lima afirmou que a Sesap não avalia, por enquanto, a possibilidade de substituir a AstraZeneca pela Pfizer, no caso da D2. A medida foi adotada no Estado de São Paulo e tem o objetivo de   evitar atrasos no esquema vacinal dos paulistas em razão da escassez do imunizante AstraZeneca. 

“Nós temos o entendimento de que dá para aguardar um pouco mais para garantir o recebimento [de doses da AstraZeneca] por parte do MS até os 90 dias e encaminhar para os municípios”, esclareceu Kelly Maia. Se esse tempo estiver próximo e a gente não receber nenhuma sinalização, podemos aventar num plano “B”, que seria o uso da Pfizer. Por ora, nós não estamos pensando dessa forma”, acrescentou em seguida.

A TRIBUNA DO NORTE questionou a Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS/Natal) sobre como está o cenário na capital em relação às doses da AstraZeneca. A pasta informou, por meio de nota, que   “Natal tem doses suficientes da D2 do imunizante Oxford/AstraZeneca para vacinar as pessoas que tomaram a primeira dose até 8 de julho”.

A Secretaria  disse que  controla cada remessa de vacina recebida e informou que haverá ampliação de nova data quando receber novos lotes. Em Natal, a aplicação da D1, no caso da AstraZeneca, foi antecipada para 85 dias. A SMS não confirmou à TRIBUNA DO NORTE se continuará antecipando esse prazo.

Fiocruz
Segundo a Fiocruz, responsável pela vacina Oxford/AstraZeneca no Brasil, a fundação recebeu no último dia 3 mais um lote de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) da vacina suficiente para a produção de 4,5 milhões de doses. A remessa, somada às duas anteriores recebidas no mês de agosto, comporá as entregas ao Ministério da Saúde no mês de setembro, a serem realizadas a partir desta terçaa-feira (13).

 Com o novo lote, já estão asseguradas para este mês cerca de 15 milhões de vacinas. O quantitativo de doses a ser entregue em setembro poderá ser reajustado conforme a chegada de novas remessas de IFA. Desde o começo do ano, a Fundação já entregou 91,9 milhões de doses ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). 

O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) permanece com capacidade de produção superior à de disponibilização do IFA e aguarda a confirmação das datas para a chegada dos próximos lotes do insumo ainda no mês de setembro.

Em nota, a Fiocruz esclareceu que o “quantitativo de vacinas já entregues e a previsão para este mês de cerca de 15 milhões de doses não indicam escassez de vacinas para aplicação da segunda dose. A Fiocruz, por meio do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), é responsável pela produção e entrega das vacinas ao Ministério da Saúde, que as distribui para os estados e estes aos municípios, cabendo aos gestores a decisão sobre o uso das doses”. 










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