Sesap/RN contrata mais ambulâncias para diminuir tempo de espera

Publicação: 2020-07-07 00:00:00
A+ A-
Para agilizar o transporte de pacientes com suspeita ou diagnosticados com covid-19 entre unidades de saúde, o Governo do Rio Grande do Norte anunciou nesta segunda-feira, 6, a contratação de uma empresa para prestação de serviço de transporte sanitário em ambulâncias. Segundo o Governo a intenção é diminuir o tempo médio de espera dessas transferências, que atualmente chega a cerca de dez horas.

Créditos: Alex RégisAmbulâncias deverão reforçar frota do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) que não consegue dar vazão às demandas oriundas das unidades de saúdeAmbulâncias deverão reforçar frota do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) que não consegue dar vazão às demandas oriundas das unidades de saúde


Desde esta segunda-feira, a empresa fornecerá até seis ambulâncias seis ambulâncias, equipe de profissionais, materiais de proteção individual e equipamentos para oferecer suporte avançado de vida (SAV) e garantir a transferência dos pacientes com sintomas graves da infecção humana causada pelo novo coronavírus.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap/RN), a contratação de mais ambulâncias tem o objetivo de diminuir o tempo de resposta e, consequentemente, aumentar a chance de sucesso no tratamento. “A gente espera que com essa ação, melhore a qualidade da assistência e diminua o tempo de resposta para que chegue o paciente, o quanto antes, para ter assistência prestada de forma adequada", afirmou a coordenadora Renata Silva Santos.

O contrato emergencial terá duração de seis meses e se fez necessário diante do aumento expressivo da demanda, causada pelos efeitos e impactos da pandemia no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) que passou a atuar acima de sua capacidade. O valor mensal estimado da contratação é de R$ 1.424.016,00.

“A empresa contratada reforçará a atuação do SAMU e contribuirá para fortalecer as ações de enfrentamento à pandemia. Essa é, sem dúvida, uma conquista para a Sesap que não vem medindo esforços para combater e minimizar o impacto que vem sendo causado pela Covid-19”, disse o secretário de Saúde, Cipriano Maia. 

Pandemia no RN
O Rio Grande do Norte atingiu nesta segunda-feira, 6, a marca de 1.263 mortes e 34.983 casos confirmados de covid-19. A informação foi divulgada Sesap/RN em coletiva no início da tarde. O Estado ainda soma 47.654 casos suspeitos da doença e 173 óbitos em investigação. No total, 45 pacientes estão na fila por leitos, sendo 20 para leitos críticos e 25 para leitos clínicos.

A média de ocupação dos leitos reservados ao tratamento da covid-19 no Estado está em 84,3%. A região Oeste tem a taxa mais elevada, com 97% de ocupação. Em seguida, vem a região metropolitana de Natal com 85,2%; a região Seridó com 82,7% e a região do Alto Oeste com 44%.

De acordo com a Sesap, a taxa média de isolamento social no Rio Grande do Norte está em 50,4%. Mesmo após o início da reabertura econômica no Estado, as autoridades da Saúde reforçam a necessidade de manter os cuidados, respeitando o distanciamento social e evitando aglomerações. 

“A gente não está mais em um estágio de subida da ‘montanha’ (curva da pandemia). Estamos em cima da montanha no que se chama de platô. Então é natural que comece a ter um controle. Mas se a gente não seguir as medidas mínimas de isolamento, corre risco dessa curva vir a subir. A gente precisa tomar cuidados para que essa pressão em cima das UPAs não aumente de forma assustadora como foi há algumas semanas”, ressaltou Renata Silva Santos.

MS fará repasse de medicamentos
O Ministério da Saúde está auxiliando os Estados e municípios a reporem os estoques de anestésicos e relaxantes musculares nos hospitais o mais rapidamente possível. O órgão atua em conjunto com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) para resolver o desabastecimento de medicamentos, utilizados na intubação de pacientes com complicações do novo coronavírus. 

A pasta tem feito levantamento diário dos entes da federação que estão com estoques em níveis muito baixos ou zerados, com o objetivo de distribuir os remédios. O órgão está atuando em três estratégias para normalizar a situação a curto prazo e manter tudo funcionando a médio e longo prazo. 

Para sanar a demanda urgente, o Ministério da Saúde comprou os itens diretamente na indústria farmacêutica. Pensando um pouco mais a frente, a pasta abriu um pregão para que estados e municípios participem junto ao ministério de uma licitação para compra dos medicamentos a um preço reduzido, de aquisição em grande escala. 

Por fim, o órgão articula, desde 18 de junho, com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), a importação dos medicamentos que a indústria brasileira não conseguir suprir.

A Central de Medicamentos do Estado (Unicat) enfrenta dificuldades no estoque de medicamentos para pacientes internados nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) dos hospitais públicos do Rio Grande do Norte.  Em períodos normais, o estoque mínimo é suficiente para um mês, segundo o diretor-geral da central de medicamentos do Estado (Unicat), Ralfo Medeiros. Com a pandemia de covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, do Norte, o consumo cresceu e o estoque dura bem menos. Nesta quinta-feira (2), os hospitais possuíam um estoque suficiente para os próximos sete dias. Um novo lote de medicamentos está previsto para chegar à Unicat nesta sexta-feira, suficiente para mais 20 dias.

A dificuldade de compra mais comum é com relação a anestésicos (sedativos), bloqueadores neuromuscular e antibióticos.