Setor atacadista e distribuidor tem crescimento de 12,5% no Nordeste

Publicação: 2020-05-28 21:00:00
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O estudo do Ranking ABAD/Nielsen 2020 – ano base 2019, realizado pela Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores, aponta um crescimento médio do setor atacadista e distribuidor de 12,5% da região Nordeste, na comparação entre os anos de 2019 e 2018. No acumulado de 2020 (até 10 de maio), o segmento teve um crescimento de 13,4% na categoria de bens de consumo. No Brasil, a variação nessa mesma categoria foi de 11,4%, ante igual período do ano passado.

Créditos: ABAD


O Nordeste, como já vinha ocorrendo em anos anteriores, é a região que forneceu o maior número de respondentes para o Ranking ABAD/Nielsen 2020 – ano base 2019: foram 239 atacadistas e distribuidores, correspondendo a 36% dos participantes e 16% do faturamento total das empresas pesquisadas. O Rio Grande do Norte contribuiu com 24 empresas. 

Os cinco maiores faturamentos do setor no Estado, em ordem decrescente, são as empresas: Riograndense Distribuidora (R$ 473,5 milhões), Distribuidora Nazária (R$ 277,4 milhões), CDA Distribuidora (R$ 192,3 milhões), Distribuidora Seridó (R$ 175,4 milhões) e Casa Norte Atacado (R$ 135,7 milhões). 

O estudo do Ranking ABAD/Nielsen 2020 – ano base 2019, apurou que no ano passado o setor atacadista e distribuidor atingiu nacionalmente o faturamento de R$ 273,5 bilhões, equivalente a participação de 53% no mercado mercearil brasileiro, com mais de 1,069 milhão e pontos de venda. Com isso, o setor registrou crescimento nominal de 4,5% e real de 0,19% frente a 2018. Como empregador o setor cresceu 5,5% em número de funcionários, no período analisado. 

Os setores que mais cresceram foi o de supermercados grandes/Hipers (+8,1%), seguido de supermercados médios (6,2%), Farma-Cosméticos (5,8%) e supermercados pequenos (4,6%). O Ranking ABAD/Nielsen, publicado desde 1994 pela Revista Distribuição, analisa anualmente os resultados e a atuação dos agentes de distribuição de todo o país, com informações relevantes para orientar planos estratégicos e investimentos do Canal Indireto. 

Efeitos da crise
O aumento do consumo na segunda quinzena de março, ajudou a impulsionar o crescimento nominal do faturamento do atacado distribuidor, que fechou o trimestre com alta de 3% em relação ao mesmo período de 2019. Ainda assim, o presidente da Abad, Emerson Luiz Destro, disse que com o fechamento de bares e restaurantes, o setor atacadista teve perdas e que, até abril, o crescimento nominal ficou em 1%. "Nossa expectativa é terminar 2020 empatados com 2019", diz Destro.

Ele explica que os bares e restaurantes representam cerca de 10% do setor atacadista e que, se por um lado as pessoas deixaram de comer nesses locais, o consumo no varejo de alimentos aumentou. O que ajuda a compensar a conta. O crescimento nominal do faturamento na distribuição para o varejo é de cerca de 11%.

"Antes da pandemia, havia sinais de um ciclo de melhora gradual da economia e, por isso, o resultado positivo no primeiro trimestre já era esperado. Agora, depois que a população voltou a consumir normalmente, sem o receio de desabastecimento - em parte porque o governo agiu rapidamente com as medidas de auxílio, mas também porque os serviços essenciais, como o atacado distribuidor, não pararam - temos um grande desafio pela frente", afirma Destro.

Segundo ele, se de um lado o setor tem o privilégio de atuar com produtos de primeira necessidade; do outro, existe a baixa procura de restaurantes, lanchonetes, padarias e outros transformadores, que estão fechados. "Portanto, a expectativa para 2020 é de um faturamento equilibrado, resultado de um bom primeiro quadrimestre, de um segundo quadrimestre mais difícil e de um terceiro com desempenho melhor, uma vez que o consumo represado no período mais agudo da pandemia deve se normalizar."








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