Setor de serviços encolhe 0,9% no primeiro trimestre

Publicação: 2018-05-16 00:00:00 | Comentários: 0
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O volume de serviços prestados caiu 0,2% em março ante fevereiro na série com ajuste sazonal, segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta terça-feira, 15. No mês anterior, a taxa do volume de serviços prestados teve variação nula ante janeiro, conforme revisão anunciada nesta terça pelo IBGE - a primeira leitura apontava crescimento de 0,1% em fevereiro ante janeiro.

Cabeleireiras foram afetadas com crise e não recuperaram perdas
Cabeleireiras foram afetadas com crise e não recuperaram perdas

Na comparação com março do ano anterior, houve redução de 0,8% no volume de serviços prestados, já descontado o efeito da inflação. Nessa comparação, as previsões iam de um recuo de 2,8% a um avanço de 0,3%, com mediana negativa de 1,25%.

No fechamento do primeiro trimestre, o volume de serviços prestados encolheu 0,9% na comparação com os três últimos meses de 2017. No quarto trimestre de 2017, o volume de serviços prestados havia subido 0,5% ante o terceiro trimestre. Segundo Rodrigo Lobo, gerente da PMS do IBGE, os serviços de transportes e de comunicação puxaram essa desaceleração na passagem de um trimestre para o outro.

Já a taxa acumulada pelo volume de serviços prestados no ano ficou negativa em 1,5%. O volume de serviços prestados acumulado em 12 meses registrou perda de 2,0%.

Desde outubro de 2015, o órgão divulga índices de volume no âmbito da PMS. Antes disso, o IBGE anunciava apenas os dados da receita bruta nominal, sem tirar a influência dos preços sobre o resultado. Por esse indicador, que continua a ser divulgado, a receita nominal subiu 1,8% em março ante fevereiro. Na comparação com março do ano passado, houve alta na receita nominal de 1,9%.

Dependência
A recuperação das atividades do setor de serviços pesquisadas na Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) ainda depende de um maior volume de negócios na economia como um todo, afirmou nesta terça-feira, 15, o gerente da PMS do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Rodrigo Lobo.

“O setor de serviços depende de um maior volume de negócios da economia como um todo. Enquanto a economia não mostrar sinais de recuperação mais consistentes, seja da indústria, da agropecuária ou das demais empresas do setor de serviços, não haverá maior fechamento de contratos", afirmou.

A PMS investiga cinco atividades: serviços profissionais, administrativos e complementares; transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio; outros serviços; serviços de informação e comunicação; serviços prestados às famílias; e atividades turísticas.

Diferentemente do varejo, que pode reagir rapidamente a recuperações na demanda das famílias, motivadas pela dinâmica de emprego e renda, ou até mesmo por eventos pontuais, como a liberação das contas inativas do FGTS no ano passado, as atividades pesquisadas na PMS “não têm nada que as impulsione de uma hora para outra", disse Lobo.

O comércio entra no setor de serviços no Produto Interno Bruto (PIB), mas é pesquisado separadamente da PMS, pela Pesquisa Mensal do Comércio (PMC). A maioria das atividades financeiras também fica de fora da PMS.

Número
0,9 %
é o percentual de queda na prestação de serviços registrada no País no primeiro trimestre deste ano.


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