Setor de Serviços no RN cresce 0,7% em 2019; primeira alta desde 2014

Publicação: 2020-02-14 00:00:00 | Comentários: 0
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Ricardo Araújo
Editor de Economia

Amargando resultados negativos desde 2014, o setor de Serviços no Rio Grande do Norte encerrou o ano de 2019 com uma leve alta: 0,7%. Dados da Pesquisa Mensal dos Serviços divulgados nesta quinta-feira, 13, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram, ainda, que o Estado registrou o maior aumento entre as unidades federativas nordestinas em dezembro ante novembro do ano passado: 0,6%. E comparados os meses de dezembro de 2019 e 2018, a elevação foi de 3,8% - a mais alta de todo o Nordeste. 

Créditos: DivulgaçãoRodrigo Lobo, do IBGE, destaca que apesar do avanço em 2019, perdas acumuladas são maioresRodrigo Lobo, do IBGE, destaca que apesar do avanço em 2019, perdas acumuladas são maiores


No Brasil, em dezembro de 2019, o volume do setor de serviços variou -0,4% frente ao mês anterior, segundo decréscimo seguido neste tipo de indicador, com uma perda de 0,5% verificada entre novembro e dezembro, o que reduz parte do ganho acumulado entre setembro e outubro (2,2%). Na série sem ajuste sazonal, no confronto com igual mês do ano anterior, o volume de serviços avançou 1,6% em dezembro de 2019, alcançando, portanto, a quarta taxa positiva consecutiva. No acumulado do ano, o volume de serviços expandiu 1,0%, interrompendo sequência de 4 anos sem crescimento: 2015 (-3,6%), 2016 (-5,0%), 2017 (-2,8%) e 2018 (0,0%).

A alta, porém, é insuficiente para recuperar a perda de 11% registrada durante a crise. De 2015 a 2017, os serviços encolheram 11%.

“Entre 2012 e 2014, o setor de serviços acumulou um crescimento de 11,3%. Todo o crescimento acumulado é devolvido em 2015 e 2017, e esses anos de 2018 e 2019 são insuficientes para devolver essa queda e retirar o setor de serviços do patamar de 2012", apontou Rodrigo Lobo, gerente da Pesquisa Mensal de Serviços no IBGE.

Serviços prestados
Três das cinco atividades de serviços registraram perdas na passagem de novembro para dezembro, segundo os dados do IBGE. Na média global, houve redução de 0,4%.

As quedas ocorreram em transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-1,5%), serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,3%) e serviços prestados às famílias (-1,3%). Por outro lado, houve avanços no segmento de Outros serviços (3 4%) e serviços de informação e comunicação (0,4%). O agregado especial de Atividades turísticas registrou crescimento de 1,5% em dezembro ante novembro.

Estados
Na passagem de novembro para dezembro de 2019, dezesseis das 27 unidades da federação assinalaram retração no volume de serviços, lideradas por Minas Gerais (-2,1%), Distrito Federal (-2,7%), Mato Grosso (-5,6%), Paraná (-1,3%) e Bahia (-2,3%). E no campo positivo, destaque para São Paulo (0,4%) e Rio de Janeiro (0,7%), que acumularam, entre setembro e dezembro de 2019, um ganho de 2,9% e de 4,5%, respectivamente.

Em relação a dezembro de 2018, apenas 12 das 27 unidades da federação tiveram avanço. As principais contribuições positivas ficaram com São Paulo (3,8%) e Rio de Janeiro (6,5%), que apontaram crescimento na maior parte dos setores investigados. Por outro lado, as influências negativas mais importantes para a formação do índice vieram do Mato Grosso (-14,9%), Distrito Federal (-5,9%), Paraná (-3,7%), Minas Gerais (-2,2%) e Bahia (-5,2%).

No acumulado de janeiro a dezembro de 2019, apenas 13 das 27 unidades da federação também mostraram expansão na receita real de serviços. O principal impacto positivo em termos regionais ocorreu em São Paulo (3,3%), seguido por Amazonas (3,9%), Santa Catarina (1,2%) e Mato Grosso do Sul (3,2%). Por outro lado, Paraná (-2,3%) e Mato Grosso (-7,1%) registraram as influências negativas mais relevantes sobre o índice nacional.

Números
Veja abaixo a variação do índice de volume de serviços ano a ano no Rio Grande do Norte:

2015: -3,8%

2016: -5,5%

2017: -2,0%

2018: -6,8%

2019: +0,7%



Fonte: PMS/IBGE







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