Sindicatos afirmam que RN tem mais de 11 mil terceirizados e cobram concurso

Publicação: 2019-08-13 09:26:00 | Comentários: 0
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Os servidores do Estado do Rio Grande do Norte deram início à paralisação marcada para essa terça-feira, que vai unir a pauta nacional contra a reforma da previdência à reivindicações específicas do servidores do Estado, que cobram o pagamento dos salários atrasados, novos concursos e um calendário de pagamento.
Servidores estão reunidos para manifestação em frente à Governadoria
Servidores estão reunidos para manifestação em frente à Governadoria

Os servidores começaram a chegar na frente da Governadoria, no Centro Administrativo, por volta das 8h da manhã. No local, dirigentes sindicais de diversas categorias fazem discursos cobrando uma resposta do Governo.

“Queremos um calendário de pagamento, o pagamento dos servidores atrasados e a realização de um concurso público, porque as terceirizações na atual gestão já chegam a 11 mil”, afirma Janeayre Souto, presidente do Sindicato dos Servidores da Administração Direta do Estado (SINSP-RN).

De acordo com ela, o Governo vem falhado em apresentar propostas concretas para a situação do pagamento dos salários.

A governadora Fátima Bezerra viajou à Brasília, onde deve se reunir com o Conselho de Administração do Banco do Brasil para tratar da venda da folha de pessoal. De acordo com a Governadora, o Estado depende de recursos extras para pagar não apenas as folhas atrasadas de novembro, dezembro e 13º de 2018, como também o 13º salário deste ano.
Servidores
Além da venda da folha de pagamento, outra alternativa que está sendo pleiteada pelo Governo é a cessão onerosa do pré-sal, já aprovada pela Câmara dos Deputados e que aguarda votação no Senado. Essa alternativa pode render até R$ 430 milhões para o Governo, mas  não tem data para se concretizar.

Educação

Professores, servidores e estudantes da rede federal de ensino aderem à paralisação nacional em protesto contra as medidas de contingenciamento na educação nesta terça-feira (8). Em Natal, a mobilização acontece às 15h, no cruzamento entre as Avenidas Salgado Filho e Bernardo Vieira, próximo ao Shopping Midway Mall, na Zona Sul. De acordo com a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU), após a concentração, a partir das 16h, o ato se desloca até a Árvore de Mirassol.

Em virtude da paralisação, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) fica a critério de cada departamento a suspensão das atividades, visto que o calendário acadêmico será mantido, assim como as atividades administrativas da reitoria. Assim como na UFRN, no Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), fica facultada a cada diretoria dos 21 campi a decisão da adesão ou não do ato.

De acordo com a Associação de Docentes Universitários do Rio Grande do Norte (ADURN Sindicato) a paralisação também é contra o projeto Futura-se, programa apresentado no mês de julho pelo Ministério da Educação que visa dar mais autonomia às instituições federais em decorrência ao contingenciamento de verbas. Além disso, a reforma da Previdência também é pauta do ato.

Trânsito

Em relação ao trânsito, a STTU informou que a partir das 14h, o cruzamento entre a avenida Salgado Filho e a avenida Almirante Alexandrino de Alencar vai estar interditado.

De acordo com o inspetor Carlos Eugênio, da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU), os agentes ainda não possuem informações se o ato vai sair em caminhada ou se ficará parado no cruzamento entre as avenidas Senador Salgado Filho e Bernardo Vieira.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) convocou dez equipes para para controlar o trânsito durante todo o percurso da manifestação, tendo como objetivo garantir a segurança dos manifestantes e dos motoristas que estiverem transitando pela rodovia, a partir do Complexo Quarto Centenário. Segundo a PRF, o trânsito sofrerá desvio do eixo principal para marginal, onde segue o fluxo normalmente. Ao fim do ato, próximo às 19h, o viaduto de Ponta Negra será interditado e rotas de desvio serão sinalizadas.



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