Sistema Distritão mudaria bancadas

Publicação: 2017-08-12 00:00:00 | Comentários: 0
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A instituição do voto majoritário para eleição de deputados federais e estaduais e vereadores precisa, ainda, ser aprovado pelo plenário da Câmara dos Deputados e Senado, para passar a vigorar nas eleições de 2018 e de 2020.  Aprovado na Comissão Especial da Câmara, se o chamado "distritão" estivesse em vigor nas eleições municipais do ano passado, em Natal oito dos 29 vereadores que foram eleitos para a Câmara Municipal pelo sistema proporcional de votos, em que prevalece os quocientes partidários e eleitoral, não teriam sido eleitos, porque tiveram menos votos do que oito candidatos a vereador, que apesar de terem obtido maiores votações, não venceram as eleições.

Entre os candidatos mais votados que ficaram de fora da Câmara Municipal, está a professora Amanda Gurgel, que foi candidata à reeleição pelo PSTU e nas eleições de 2016 e obteve 8.002 votos, ficando atrás apenas do hoje afastado presidente da Casa, vereador Raniere Barbosa (PDT), que recebeu 10.510 sufrágios.

Outros candidatos que à época tentaram e não conseguiram a reeleição, mesmo obtendo votações superiores a outros eleitos, por causa do sistema proporcional, foram Dickson Nasser Júnior, Ary Gomes, Dagô e Maurício Gurgel, além de outros candidatos que tentavam se eleger a primeira vez: Lilico Bezerra, Eduardo Machado e César Andrade, filho do ex-vereador Adão Eridan, com 2.768 sufrágios.  Todos eles tiveram mais que 2.754 sufrágios obtidos pelo vereador Dinarte Torres (PMB), a maior votação dentre os oito eleitos no ano passado, que foram beneficiados pelo sistema proporcional.

Dos atuais vereadores, também ficariam de fora da Câmara, caso o sistema majoritário - ganha quem tiver mais votos, já estivesse em vigor, os edis Eriko Jácome (Podemos), Robson Carvalho (PMB), Fernando Lucena (PT), Nina Souza (PEN), Klaus Araújo (SD), Aldo Clemente (PMB) e Sueldo Medeiros (PHS).

Em relação à Assembleia Legislativa, caso o distritão estivesse valendo nas eleições de 2014, dos 24 deputados eleitos, apenas dois ficariam de fora, porque tinham obtido menos votos do que os candidatos Vivaldo Costa, 34.457 votos e Larissa Rosado, 32.876, que eram primeiro e segundo suplentes e terminaram assumindo mandatos devido a morte do deputado Agnelo Alves e a eleição de Álvaro Dias para vice-prefeito de Natal. Os deputados que deixariam de ser eleitos são Souza Neto (PHS), que tinha obtido 20.440 votos e Carlos Augusto Maia (PSD), com 20.140 sufrágios. Já na eleição de deputado federal, em 2014, todos os oito mais votados terminaram sendo eleitos.

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