Sistema Fiern demite 143 funcionários em um ano

Publicação: 2020-08-05 00:00:00
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A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern) anunciou, nesta terça-feira (4), a demissão de 80 funcionários. É a segunda demissão promovida na Federação em cerca de um ano. Na anterior, em 31 de julho de 2019, foram demitidos 63 pessoas. Ao todo, em pouco mais de um ano, 143 colaboradores perderam seus empregos na Fiern, sob a presidência de Amaro Araújo. A exemplo da demissão anterior, a Federação se pronunciou apenas por meio de nota. 

Créditos: Alex RégisFederação informou que cortou despesas antes de fazer demissõesFederação informou que cortou despesas antes de fazer demissões


No comunicado informou que os desligamentos foram motivados pela queda de receitas durante a pandemia da covid-19. Ainda segundo a nota, a queda de receitas em relação ao mesmo período do ano passado é de aproximadamente 40%.  O número representa o corte de 13,86% dos colaboradores do Sistema Fiern. A Federação argumentou que em meio a crise não desligou nenhum funcionário até o mês de julho. "Por razões que todos conhecem a pandemia afetou empresas e organizações. O próprio Sistema “S” no Brasil precisou formalizar desligamentos, suspender serviços e reposicionar metas. Agora, infelizmente, também chegou a nossa vez", cita a nota. 

O Sistema afirma também que muitos dos funcionários demitidos aderiram ao plano de desligamento voluntário ou possuem algum outro vínculo que gera comprovada renda. As demissões atingiram trabalhadores da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern), Serviço Social da Indústria (Sesi), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), entidades que são organismos de apoio à Fiern nas mais diversas funções sociais e de formação de mão de obra qualificada para setores ligados à indústria e de prestação de serviços. 

De acordo com a nota, a frustração de receita foi, inclusive, maior que a simulação feita em março, quando teve início a pandemia do novo coronavírus no Rio Grande do Norte e, consequentemente, as medidas de  distanciamento social. A Federação informou ainda que “alinhado com as diretrizes do Sistema Indústria (CNI/SESI/SENAI/IEL) quanto à nova orientação de atuação do SESI, SENAI e IEL, considerando a queda geral de receitas” vem adotando outras medidas de contenção", mas não detalhou quais seriam.

Segunda
Em julho de 2019, a Fiern já tinha demitido 63 colaboradores, alegando que os cortes nos gastos mensais com contas de água, luz, telefone e despesas acessórias diversas não foram suficientes para equilibrar as contas. À época, o corte reduziu em 9,7% o quadro de pessoal lotado na sede da Federação, em Natal, e nos escritórios espalhados pelo interior do Estado, e profissionais que atuavam no Senai;  IEL/RN e Sesi. 

As demissões à época ocorreram após baixa adesão a um Plano de Demissão Voluntária (PDV), lançado no início de julho do ano passado pela Fiern. No balanço orçamentário mais recente divulgado no portal da Fiern na internet, relativo ao ano de 2015, os gastos com pessoal somaram R$ 2,2 milhões. 

Na época, em meio às demissões, entre os setores de apoio administrativo à presidência da Fiern, os desligamentos ocorreram na Comunicação e Jurídico. No primeiro, duas funcionárias ligadas ao setor de Eventos, que já estavam aposentadas, foram desligadas em definitivo. Com a saída de ambas, o setor de Eventos seria extinto e as funções poderiam ser assumidas por jornalistas da casa. Nessa primeira demissão a Federação também optou por se pronunciar apenas por meio de nota. Não foi informado o impacto financeiros das demissões.