Sob comando da Glencore, Ale define plano de negócios

Publicação: 2019-03-08 11:30:00 | Comentários: 0
A+ A-
A Ale Combustíveis definiu primeiro plano de gestão sob a nova gestão, da Glencore, que adquiriu 78% da empresa. O novo presidente do grupo, Fulvius Tomelin, acredita que o momento econômico do país está contribuindo para a retomada do crescimento e, com isso, haverá melhora na distribuição de combustíveis.
A distribuidora de combustíveis Alesat é a quarta maior do Brasil, com 1.500 postos e com faturamento médio de R$ 12,5 bilhões
"O orçamento foi feito num momento desafiador. Em setembro, a Glencore estava assumindo a companhia e havia incertezas sobre o cenário eleitoral. Nossa aposta é que (a distribuição de combustível) vai melhorar depois de vários anos de instabilidade e de margens comprimidas. Acho que nossa aposta foi correta", disse Fulvius Tomelin, em entrevista ao Valor Econômico. Tomelin assumiu o comando da empresa em setembro do ano passado, substituindo o fundador e atual presidente do Conselho de Administração da empresa, o potiguar Marcelo Alecrim, que permanece com 22% da empresa.

A tendência é que a empresa mantenha a forma de atuar da Ale, atual quarta maior distribuidora de combustíveis do país. Contudo, "introduzindo uma cultura de busca de eficiência e controle de custos em todos os níveis". No novo momento, a empresa deverá retomar os investimentos, patrocínios esportivos e estabelecimento de novas metas de crescimento.

De acordo com o presidente da Ale, a empresa prevê R$ 15 bilhões de receita neste ano, alta de 20% sobre 2018, com investimentos previstos em R$ 167 milhões neste ano. Na expansão, a meta ter mais 150 postos, somando-se aos atuais 1,5 mil, ampliando a presença das lojas de conveniência Entrepostos para 18% da rede e expandir a Ale Express, de troca de lubrificantes, após acordo de exclusividade com a Moove (da Cosan), detentora da marca Mobil no Brasil. Acordo que já resultou na volta da Ale aos patrocínios esportivos, com investimento na equipe Full Time Sports de Stock Car. E o patrocínio de um grande clube de futebol deve ser anunciado nas próximas semanas.

O primeiro bimestre, de acordo com Tomelin, teve um "crescimento saudável". Cerca de 10% da meta de novos postos e lojas de conveniência foi atingida em janeiro e em fevereiro o número deve ser repetir. A expansão da rede será concentrada nas regiões onde a Ale tem infraestrutura montada e com ociosidade, como São Paulo, Minas, Rio, Goiás, Maranhão, Rio Grande do Norte e Santa Catarina.

"Temos de ter proposta de valor que atenda tanto ao posto que está numa grande avenida de São Paulo como no interior do Rio Grande do Norte. Propostas diferentes e que façam sentido para cada um deles. Essa é nossa diferenciação em relação às três gigantes (BR Distribuidora, da Petrobras; Ipiranga, da Ultrapar; e Raízen, sociedade entre Cosan e Shell). O desafio é fazer a empresa crescer sem perder a essência de estar próximo do cliente", diz Tomelin.



continuar lendo


Deixe seu comentário!

Comentários