Esportes
Solução passa por marketing agressivo
Publicado: 00:00:00 - 28/08/2014 Atualizado: 20:26:34 - 27/08/2014
Preços diferentes para cada jogo, assim como o é em espetáculos, determinação de vantagens aos sócios e não apenas a troca pelo ingresso, praticar de forma clara uma política de preços, além de agressividade na divulgação das partidas. Essas, entre outras medidas poderia potencializar a presença de público nos estádios do Rio Grande do Norte. A opinião é do especialista em marketing esportivo, jornalista e empresário Alan Oliveira, da Dez Sports.
Apesar da nova arena, os públicos do futebol potiguar só crescem nos jogos contra grandes clubes
“O ingresso muitas vezes é caro para atração que o torcedor vê hoje nos estádios, são muitos jogos, às vezes terça e sábado, e com isso os torcedores escolhem ir apenas para os principais”, constata Alan Oliveira, que sente falta, principalmente em ABC e América, da presença de novos ídolos. “O clube precisa voltar a ter ídolos. Há muito tempo ABC e América não tem ídolos e também não tem base”, analisa.

Leia Mais

Outra solução apontada é a prática de preços diferentes em cada jogo. “É igual a show, espetáculo de teatro. É importante que valorize cada evento com preço diferente. Mas fica evidente mesmo é que os clubes precisam divulgar os jogos de forma profissional e agressiva. Tem que ter campanha publicitária e atrativos”, comenta.

Sobre o programa de sócio torcedor, Alan Oliveira critica promoções de preços de ingressos numa espécie de “traição” ao sócio que pagou o preço mais alto, além da falta de uma gestão que não seja profissional. “São muitos clubes no Brasil que tem bons programas de sócios, como o Inter/RS com mais de 100 mil sócios. Acho que falta oferecer vantagens e explorar mais isso. Buscar atrativos, deixar claro as vantagens e não matar o programa de sócio baixando o preço de ingressos no meio do caminho, pois o formato que foi prometido não é cumprido e nem as vantagens são reais”.

Por fim, Alan Oliveira, que teve experiências na área em clubes como ABC e Náutico, avisa que não existe fórmula pronta e que cada clube precisa conhecer melhor o seu torcedor.

Leia também