Solução passa por marketing agressivo

Publicação: 2014-08-28 00:00:00 | Comentários: 0
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Preços diferentes para cada jogo, assim como o é em espetáculos, determinação de vantagens aos sócios e não apenas a troca pelo ingresso, praticar de forma clara uma política de preços, além de agressividade na divulgação das partidas. Essas, entre outras medidas poderia potencializar a presença de público nos estádios do Rio Grande do Norte. A opinião é do especialista em marketing esportivo, jornalista e empresário Alan Oliveira, da Dez Sports.
Junior SantosApesar da nova arena, os públicos do futebol potiguar só crescem nos jogos contra grandes clubesApesar da nova arena, os públicos do futebol potiguar só crescem nos jogos contra grandes clubes

“O ingresso muitas vezes é caro para atração que o torcedor vê hoje nos estádios, são muitos jogos, às vezes terça e sábado, e com isso os torcedores escolhem ir apenas para os principais”, constata Alan Oliveira, que sente falta, principalmente em ABC e América, da presença de novos ídolos. “O clube precisa voltar a ter ídolos. Há muito tempo ABC e América não tem ídolos e também não tem base”, analisa.

Outra solução apontada é a prática de preços diferentes em cada jogo. “É igual a show, espetáculo de teatro. É importante que valorize cada evento com preço diferente. Mas fica evidente mesmo é que os clubes precisam divulgar os jogos de forma profissional e agressiva. Tem que ter campanha publicitária e atrativos”, comenta.

Sobre o programa de sócio torcedor, Alan Oliveira critica promoções de preços de ingressos numa espécie de “traição” ao sócio que pagou o preço mais alto, além da falta de uma gestão que não seja profissional. “São muitos clubes no Brasil que tem bons programas de sócios, como o Inter/RS com mais de 100 mil sócios. Acho que falta oferecer vantagens e explorar mais isso. Buscar atrativos, deixar claro as vantagens e não matar o programa de sócio baixando o preço de ingressos no meio do caminho, pois o formato que foi prometido não é cumprido e nem as vantagens são reais”.

Por fim, Alan Oliveira, que teve experiências na área em clubes como ABC e Náutico, avisa que não existe fórmula pronta e que cada clube precisa conhecer melhor o seu torcedor.

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