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Alex Medeiros
Somos nerds há 45 anos
Publicado: 00:01:00 - 26/05/2022 Atualizado: 22:44:45 - 25/05/2022
Alex Medeiros 
alexmedeiros1959@gmail.com

O Universo vivia um período de guerra civil intergaláctica. As naves rebeldes surgiam rápidas e silentes de uma base oculta, lançando seus raios mortais a clarear a imensidão do espaço e conseguindo a primeira vitória contra o terrível e ditatorial Império Galáctico do chanceler Palpatine, também conhecido como Lorde Sith Darth Sidious.

Divulgação


O parágrafo acima remonta 45 anos no tempo, num 25 de maio como ontem, no ano de 1977, quando nas telas dos cinemas de toda o planeta Terra aquelas letras quase deitadas subiam de baixo para cima, acompanhadas do vozeirão de um narrador. Começava ali a saga de Guerra nas Estrelas (Star Wars), a fantástica produção de George Lucas.

A grande aventura da luta entre o bem e o mal se iniciou em 50 salas dos EUA. Lucas era apenas uma promessa de Hollywood e tentava uma carreira de diretor apresentando um roteiro juvenil com um elenco recheado de atores desconhecidos, um deles chamado Harrison Ford. Os efeitos especiais, hoje tão fáceis de fazer por amadores, revolucionaram o cinema de ficção científica.

A boa surpresa apareceu logo, cinco dias antes da estreia. Lucas deu de cara com a capa da revista Time afirmando "o melhor filme do ano". De lá para cá, são 45 anos, quatro décadas e meia de avanços cinematográficos e alterações políticas no mundo, e muitas gerações apaixonadas pela saga dos jedis, os defensores do bem contra o mal encarnado num ex-jedi imortalizado como Darth Vader.

Nas primeiras declarações à imprensa, experimentando os primeiros minutos de fama, George Lucas dissera que misturou no filme todas as coisas divertidas e fantásticas que recordava dos tempos da infância e juventude. Os deslumbrantes efeitos especiais, as batalhas espaciais, os seres extraterrestres e as armas pirotécnicas caíram no gosto do público, entraram na imaginação das gerações afora.

Confeccionados com atemporalidade, os roteiros foram trabalhados minuciosamente para gerar a famosa sequência embaralhada, com a saga começando no quarto episódio até se encerrar no primeiro. Um caleidoscópio cronológico de emoções, um mosaico de aventuras. Uma das chaves para o sucesso da produção, revelou Lucas, veio dos quadrinhos, a nona arte que habitou a sua infância. 

O vilão Darth Vader, por exemplo, foi inspirado em dois similares das páginas de revistinhas do Quarteto Fantástico e do Superman, respectivamente o Doutor Destino e Darkseid. Os heróis Luke Skywalker, princesa Leia, Han Solo, os robôs R2-D2 e C3-PO, o pequenino Yoda e o feioso Chewbacca foram saindo da mente fértil do menino Lucas, leitor de HQ.

Outro fator importante na concepção da aventura veio também das sessões vesperais que o cineasta frequentava na pacata Modesto, cidade da Califórnia, onde seu herói favorito era o viajante das estrelas Flash Gordon. As batalhas no planeta Mongo e as notícias de rádio sobre a Segunda Guerra na Europa ficaram guardadas na mente do garoto, como arquivos a serem usados a partir dos anos 1970.

Hoje, Star Wars tem redes de fãs espalhadas pelo planeta, verdadeiros clubes e academias para a discussão da saga. Foi a única produção de ficção que conseguiu unir em torno dela os chamados "frikis", aqueles viciados em todo tipo de tecnologia. O 25 de maio agora é chamado de "o dia do orgulho friki".

Lacradores
A cínica Mônica Bergamo só faltou vestir luto pelos bandidos abatidos no Rio, comentaristas na CBN e CNN quase pediram a prisão dos policiais do Bope. A velha mídia engajada santifica os 21 bandidos que viajaram para o inferno.

Proteção
O coronel da PM-RJ Luiz Henrique Marinho disse que aquela decisão do Supremo proibindo operações policiais nos morros durante a pandemia criaram esconderijos sofisticados para os criminosos das muitas quadrilhas do tráfico.

E nos EUA
Como o jovem Salvador Ramos foi o vilão, um assassino frio, não foi tratado pela mídia como garoto de descendência hispânica, filho de imigrantes, influenciado por discurso de ódio... Preferiram chamá-lo de “branco armado”.

Infanticídio
O presidente Jair Bolsonaro sancionou a Lei Henry Borel, que torna crime hediondo o assassinato de crianças e adolescentes menores de 14 anos. Não entendo como o assassinato de bebês no ventre da mãe não cabe na tal lei.

Editorial
Do Los Angeles Times: “Não podemos mais mandar nossos filhos para a escola sem a ansiedade de que estarão na linha de fogo... Tampouco podemos encontrar refúgio em igrejas, mesquitas ou sinagogas, nem em piqueniques”.

Militando
Nem bem ouviu falar na varíola do macaco e já tem jornalista ensaiando a cantilena da Covid, condenando por antecipação os “contra vacina”, como se a nova doença fosse tratada igual ao vírus chinês. Vai já pedir máscara também.

Twitter
Elon Musk sugeriu que o acordo para a compra do Twitter por US$ 44 bilhões deve ter uma redução de valor proporcional ao número de bots da plataforma. Se há 25% de perfis bots no blue bird, então o preço tem que ser 25% menor.

Agora pronto
Como se não bastassem os cursos estranhos nas “federais”, agora surgiram na internet cursos para poetas. Um deles, no Instagram, anuncia como se tornar um “superpoeta da noite para o dia”. Basta só “ativar seu arquétipo do herói”.

Os artigos publicados com assinatura não traduzem, necessariamente, a opinião da TRIBUNA DO NORTE, sendo de responsabilidade total do autor.

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