Suécia é o último país a recomendar a vacina da AstraZeneca para idosos

Publicação: 2021-03-04 16:04:00
A Suécia estendeu sua recomendação para a vacina da AstraZeneca/Oxford contra a covid-19 para pessoas com mais de 65 anos. Junto com vários outros países europeus que agora estão mudando sua política, a Suécia havia adiado a recomendação da vacina para idosos, citando a falta de pesquisas sobre o imunizante.

Segundo funcionária da agência de saúde sueca Sara Byfors, a decisão foi baseada em novos estudos da Inglaterra e da Escócia que mostram que a vacina da AstraZeneca oferece uma imunização muito boa nessas faixas etárias.

A Suécia registrou 4.838 novos casos de coronavírus nas últimas 24 horas, apontam estatísticas de agências de saúde. O País ainda registrou 13 novos óbitos, elevando o total para 12.977 mortos.

Na onda da imunização, Cuba começou os testes do estágio final de sua vacina contra a covid-19 batizada de Soberana, refletindo o orgulho nacional na relativa autossuficiência da nação. O País iniciou a semana recrutando cerca de 44 mil voluntários em Havana com idade entre 19 e 80 anos para os testes, afirmou a Reuters.

Se a vacina for eficaz, Cuba afirmou que irá imunizar toda a sua população apenas com ela. Ainda, a nação irá exportar o imunizante e o oferecerá aos turistas. Enquanto os países da América Latina e do Caribe estão competindo amplamente com os nações mais ricas para ter acesso ao fornecimento limitado de vacinas produzidas no exterior, Cuba optou por apostar em suas próprias vacinas, mesmo quando enfrenta seu pior surto desde o início da pandemia.

Países vizinhos como México, Venezuela e Jamaica já manifestaram interesse em adquirir o Soberana caso tenha sucesso. Os testes da fase 3 devem ser concluídos em novembro, com os resultados finais disponíveis em janeiro de 2022, de acordo com o registro oficial de ensaios clínicos de Cuba.

A Itália e a Alemanha decidiram que irão administrar apenas uma única dose de vacina contra o coronavírus para pessoas que foram infectadas anteriormente com o vírus. A recomendação do Ministério da Saúde italiano se aplica a pessoas que adoeceram ou foram diagnosticadas como infectadas, mas não apresentaram sintomas nos últimos três e seis meses. Já na recomendação alemã a comissão de vacinas afirmou que a dose única deve ser administrada seis meses após o diagnóstico de uma pessoa.

Eles são os últimos países da União Europeia (UE), depois da França e da Espanha, a seguir esse caminho. Apesar da decisão, o regulador de medicamentos da UE afirmou na quarta-feira (3) que ainda não há evidências suficientes para recomendar mudanças no regime de dosagem das vacinas.

A Alemanha relatou 11.912 novos casos e 359 mortes por covid-19 na quarta-feira, enquanto que o bloqueio nacional foi estendido por mais três semanas, até 28 de março. Apesar da extensão da medida, o País avançará com uma reabertura em setores da economia. A chanceler alemã, Angela Merkel, alertou, no entanto, que se a taxa de incidência em todo o país voltar a subir para 100 novamente, um "freio de emergência" será acionado para restabelecer as medidas de bloqueio.



Estadão Conteúdo






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