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Superlotação e insalubridade adoecem as pessoas que entram no sistema prisional
Publicado: 00:00:00 - 03/05/2017 Atualizado: 23:47:06 - 02/05/2017
Professor do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e pesquisador da área de saúde penitenciária, Martinho Silva aponta que a superlotação e insalubridade adoecem as pessoas que entram no sistema prisional. O especialista participou das primeiras discussões sobre a criação de uma política para o setor.

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“A gente tem denúncias, inclusive endereçadas à comissão interamericana de direitos humanos, algumas do Espírito Santo e Rondônia. Independente do estado, a maioria é insalubre e superlotado. Quem entra no sistema prisional tem mais chances de contrair doenças infectocontagiosas, dentre elas tuberculose, hepatites e doenças sexualmente transmissíveis. Ou seja, a pessoa adquire ou agrava a doença no interior do presídio. Em alguns lugares a prevalência de tuberculose dentro dos presídios é 40 vezes maior do que fora.

O professor chama atenção para os direitos do preso à saúde.  “A questão é que algumas vezes o primeiro ou um dos primeiros atendimentos em saúde de uma pessoa acontece no sistema prisional, ou seja, trata-se de uma população que não costuma ter acesso aos serviços públicos antes de cometer a infração, vivendo em condições que não faz parte do seu cotidiano frequentar serviços de saúde, vindo a conhecer um dentista ou um psicólogo na equipe de saúde no sistema penitenciário”, alertou Martinho.


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