Supermercado se recusa a vender TVs com preço de etiqueta e Procon faz autuação

Publicação: 2017-08-12 16:00:00 | Comentários: 0
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O supermercado Sam's Club não atendeu a recomendação do Procon e se recusou a vender aparelhos de TV com o preço reduzido a oito clientes depois de erro na etiqueta do produto. No início da tarde deste sábado (12), as Smart TVs de 55 polegadas estavam por R$ 279,00 à vista, quando o valor correto deveria ser R$ 2.999,00. Por causa da recusa, o Procon fez um auto de constatação e deu 10 dias para posicionamento do supermercado. O procedimento ocorre antes de possível aplicação de multa.

Preço que estava exposto foi retirado
Preço que estava exposto foi retirado pelos vendedores

Segundo o coordenador do Procon Estadual, Cyrus Benavides, a divergências em relação a interpretação da lei nos tribunais do Brasil. "Há decisões judiciais favoráveis ao consumidor, como no Tribunal do Distrito Federal, e há favoráveis a não venda, no Tribunal de Minas Gerais", explicou o coordenador, que havia dito no início da tarde que caberia multa em caso de negativa da venda.

O supermercado tem até dez dias para se pronunciar e, após isso, o próprio Procon analisará o caso para decidir se aplicará a multa - que pode ser contestada judicialmente.

Oito pessoas conseguiram levar TV antes da retirada da etiqueta
Clientes não conseguiram comprar o produto pelo preço reduzido

O caso aconteceu quando algumas pessoas perceberam que na 'oferta', a TV Led do tipo Smart, da marca Samsung, estava por R$ 279,00 à vista, com possibilidade de se dividir o preço em até 10 vezes de R$ 27,90 (com preço total de R$ 279,00) ou em 24 parcelas de R$ 14,93 (com preço final de R$ 358, 32). Com o valor, os consumidores correram para pegar o produto.

"Eu vi quando uma mulher pegou a TV e colocou dentro do carrinho. Então, outras pessoas foram até lá, pegaram a TV e colocaram nos seus carrinhos. Um vendedor viu a situação, desconfiou e observou que o preço estava errado. A mulher havia pego a etiqueta, mas o vendedor tomou da mão dela. Ela já tinha feito a foto. É nosso direito levar", explicou um cliente identificado como Alan.


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