Técnico do Santos critica arbitragem e diz que Ponte foi 'violenta'

Publicação: 2020-07-31 06:48:00
O técnico Jesualdo Ferreira criticou a atuação do árbitro Salim Fende Chávez na eliminação do Santos no Paulistão. Na noite desta quinta-feira, o time da Vila Belmiro levou uma virada da Ponte Preta, por 3 a 1, e se despediu do Estadual em partida disputada em seu estádio. A equipe de Campinas avançou às semifinais.

"Não era nada disso que eu esperava. Esperávamos um jogo bem diferente. A primeira parte foi muito competitiva. Nosso adversário usou muito da agressividade, da violência, com muitas provocações, que não foram bem controladas pela arbitragem. A primeira falta do Marinho deu amarelo, ele foi várias vezes derrubado e nada aconteceu", disse o treinador, na saída de campo, ao canal SporTV.

Ele se refere à expulsão de Marinho aos 43 minutos do primeiro tempo. O atacante levou o segundo cartão amarelo ao acertar o braço no rosto de Dawhan. Como já tinha amarelo, foi excluído de campo, o que desequilibrou o time santista no segundo tempo. Foi o quarto jogo seguido em que o Santos perdeu jogador por expulsão.

Na opinião do treinador, o cartão vermelho afetou diretamente o equilíbrio psicológico da equipe ao longo do segundo tempo, justamente quando a Ponte marcou seus três gols. "Esse é o quarto jogo que o Santos começa ganhando e depois não ganha, por ficar com dez em campo. O psicológico pesou muito no segundo tempo."

Em uma avaliação geral, o experiente português lamentou a eliminação nas quartas de final. "Acho que merecíamos ir mais longe. Muitos problemas, como todos sabemos, mas vamos ter de resolver internamente. Não tem nenhum motivo para desistir."

Nos últimos meses, mesmo quando a equipe estava sem treinar, o Santos vem enfrentando problemas tanto nos bastidores da política do clube quanto no elenco. Há questionamentos à gestão do presidente José Carlos Peres e que podem se transformar em um novo processo para votação do seu impeachment. Entre os jogadores, já houve duas baixas, com Eduardo Sasha e Everson tentando se desligar judicialmente sob a alegação de atrasos salariais e cortes nos pagamentos sem um acordo.

Estadão Conteúdo