Tambor de óleo é encontrado e resgatado pela Marinha na costa do RN

Publicação: 2019-10-18 00:00:00 | Comentários: 0
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Um tambor de óleo de 200 litros foi encontrado e recolhido pela Marinha no último dia 16, nas proximidades da Ponta de Tabatinga, a 7,4 Km ao norte de Natal. O tambor foi encontrado em ação de inspeção do navio patrulha Guaíba, que atua no monitoramento das manchas de óleo no litoral do Estado.

A Marinha divulgou nesta quinta-feira que resgatou o tambor na costa do RN durante uma inspeção sobre os resíduos de óleo
A Marinha divulgou nesta quinta-feira que resgatou o tambor na costa do RN durante uma inspeção sobre os resíduos de óleo


O tambor vermelho que estava boiando, estava fechado e com líquido  no interior, mas não apresentava vazamento. De acordo com informações do Centro de Comunicação Social da Marinha nesta quinta-feira (17), o objeto foi recolhido e coletada amostra de seu conteúdo para análise de material no Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira.

A Marinha informa ainda que este tambor será considerado nas investigações sobre o aparecimento de resíduos do óleo e que até ontem à tarde, de acordo  com informações disponíveis, não se conclui se este episódio tem relação com o tambor encontrado no litoral de Sergipe e com o óleo encontrado no litoral de todo o Nordeste.

Enfrentamento
Em reunião realizada na manhã desta quinta-feira (17), na Escola de Governo, com as instâncias envolvidas no monitoramento e investigação das manchas de óleo que surgiram nas praias do litoral potiguar,  a Defesa Civil do Estado descartou a possibilidade de decreto de calamidade pública para o Rio Grande do Norte devido ao problema. O tenente-coronel Marcos Carvalho, coordenador da Defesa Civil Estadual, ressalta que a situação se mantém controlada. “Ainda não há laudos conclusivos sobre o risco de contaminação do pescado e dos estuários”, afirmou.

A reunião foi realizada com o Ibama, representantes de municípios atingidos, Ministérios Públicos Federal e Estadual, Marinha, UFRN, UERN, do Comitê das Bacias Hidrográficas, da Vigilância Sanitária Estadual, da Defesa Civil e ONG’s. A reunião foi comandada pelo Idema e teve  o objetivo de trocar informações e tomar conhecimento sobre o que cada participante está fazendo para tentar solucionar o problema.

Os municípios atingidos são os situados na costa setentrional do estado, que é dividia entre litoral Norte (entre Touros e Natal) e Sul (de Natal a Baía Formosa). Foram verificadas manchas de óleo em toda a extensão de 26 km da costa litorânea de Nísia Floresta, que compreende as praias de Pirangi do Sul a Barreta.

Material será analisado para ver se há ligação com óleo
Material será analisado para ver se há ligação com óleo

A professora da UFRN, Liana Mendes, uma das fundadoras da ONG Oceânica, falou sobre a toxicidade do óleo e recomenda que banhistas se mantenham o mais longe possível das manchas. “Mas se tiverem algum contato, lavem com bastante água corrente e remova com algum óleo como o de coco”, aconselha. Segundo ela, o momento não é de alarde, mas de atitude, para que o problema seja minimizado.

Sobre o pescado, o Ministério da Agricultura anunciou antecipação do auxílio-defeso para os pescadores prejudicados, medida esta que deverá contar com a Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca (SAPE) para realizar o levantamento de profissionais que precisarão do benefício.

Como encaminhamento da reunião, foi criado um grupo de trabalho para sistematizar as informações, e que será o canal de comunicação com a imprensa e com sociedade, através de link que será disponibilizado em breve na web. “Iremos fazer um mutirão, ainda com data e estratégia a serem definidas pelo grupo, que será uma das ferramentas que vamos utilizar para cairmos em campo. Podemos afirmar que hoje temos uma situação estável, apesar das notícias de que têm aparecido novas manchas de óleo no nosso litoral. No entanto, ainda não temos condições de saber se é um novo óleo ou se é um óleo que estava submerso nos recifes, que são barreiras naturais, e pode ter sido removido pela maré, vindo à tona”, concluiu Leonlene Aguiar, diretor do Idema.








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