Túnel está em fase de conclusão

Publicação: 2019-04-10 00:00:00 | Comentários: 0
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As obras do túnel de drenagem da avenida Capitão-Mor Gouveia com a rua São José, no bairro Lagoa Nova, zona Sul, devem ser concluídas dentro de 90 dias, segundo previsão do secretário de Obras e Infraestrutura do Município, Tomaz Neto. Nesta terça-feira (9) operários da construtora EIT fizeram limpeza no túnel que vai levar água captada da chuva para a lagoa do Centro Administrativo.

Nesta terça-feira (9) operários fizeram limpeza no túnel que vai levar água da chuva para a lagoa do Centro Administrativo
Nesta terça-feira (9) operários fizeram limpeza no túnel que vai levar água da chuva para a lagoa do Centro Administrativo

O túnel está com a estrutura finalizada e a drenagem funcionando, segundo Tomaz Neto. Por causa disso, não houve nenhum alagamento na Capitão-Mor Gouveia e entorno da Arena das Dunas. Falta, agora, a conclusão do revestimento interno com cimento que vai garantir uma sobrevida de 40 anos à estrutura, avalia o secretário.

O túnel tem 256 metros teve as obras reiniciadas em outubro de 2018. A obra faz parte do lote 1 da mobilidade urbana de Natal e foi licitado em 2010 para ser concluído em 2014. Porém, as obras foram paralisadas devido a dívidas da Prefeitura com a empresa EIT, responsável pela execução dos trabalhos, que já foram retomados e devem ser concluídos em três meses.

Macrodrenagem
Já as obras do túnel de macrodrenagem da “Arena das Dunas” entre as lagoas de captação do Centro Administrativo, em Lagoa Nova, e o Rio Potengi, nas proximidades do Km 6, estão em curso há nove anos, segundo o secretário de Obras Públicas e Infraestrutura, Tomaz Neto. 

Tanto o túnel da macrodrenagem que vai desaguar no Rio Potengi quanto o da avenida Capitão-Mor Gouveia deveriam ter sido concluídos em 2014, como parte do pacote de obras de drenagem para a Copa do Mundo. Natal, como uma das 12 cidades-sede da Copa, teve um conjunto de obras aprovadas que não foram finalizadas.

A macrodrenagem do que vai até o Rio Potengi teve o contrato aprovado pelo número 027 de fevereiro de 2012 e a assinatura para execução em setembro do mesmo ano, no valor de R$ 126 milhões, com prazo para conclusão de 1.140 dias. Foi iniciada em 17 de abril de 2013 e deveria ser concluída em 31 de junho de 2013 e utilizados, até agora, R$ 83 milhões.

Contudo, a burocracia das obras públicas, segundo o secretário, inviabilizaram o prazo inicial. Para complicar a situação, relata Tomaz Neto, dia 12 de agosto de 2014, o Ministério Público e o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema), embargaram a obra questionando o deságue final (no Rio Potengi), o impacto que seria uma contaminação neste rio. Um estudo feito pela UFRN a pedido da Semov, reporta Tomaz Neto, provou que a contaminação seria insignificante levando em conta que o sistema de drenagem é para receber água pluvial (da chuva).

Com o laudo da UFRN, o Idema-RN renovou a licença para continuidade das obras em setembro de 2018, e a Semov decidiu retomar a execução por parte da Construtora Queiroz Galvão.

O túnel é uma obra complexa com 4,7 km de extensão além de 36 poços de visita (bueiro). Na retomada das obras, cerca de 820 metros de túnel apresentaram pontos de fuga de material durante as  escavações. “Isso colocava a vida dos funcionários e, por isso, eu decidi paralisar as obras”, explica Tomaz Neto. A profundida ao longo do túnel varia de 16m a 33m, com diâmetros variando entre 1,6 metros e 3,3 metros.

Por causa disso, mais uma vez a obra foi paralisada para estudo de alternativas que garantissem a segurança dos trabalhadores durante a execução.  Até chegar a opção do jet grouting, uma técnica que consiste na injeção de cimento no solo através de jatos de alta pressão aumentando a resistência e permeabilidade do solo.  O processo até se chegar a tal decisão levou quase todo o ano de 2017, o que levou a um aditivo  no orçamento que ainda está em estudos na Caixa Econômica Federal.

“Esta é a obra de drenagem mais importante para a cidade nos últimos cinquenta anos”, avalia Tomaz Neto. Segundo ele, não há nenhuma obra dessa natureza na região Nordeste. 

A macrodrenagem é composta pela interligação das lagoas de captação de água pluviais do Centro Administrativo (zona Sul), São Conrado, no bairro Nazaré, e  Rio Potengi, que seria o deságue final. Estas duas, estão localizadas na zona Oeste.

Segundo o secretário, a macrodrenagem vai captar águas dos bairros Nova Descoberta, Lagoa Nova, Candelária, na Zona Sul, e Dix-Sept Rosado, Bom Pastor e Nazaré (zona Oeste), e resolverá problemas de alagamentos em 33 pontos.  “Não tem sentido enterrar R$ 83 milhões sem funcionalidade”, reclama Tomaz Neto, inconformado com a burocracia que para ele é a maior responsável, neste momento, pela paralisação dessa obra que está 78% concluída. Caso a Caixa aprove ainda este ano o aditivo causado pela utilização do jet grouting, elevando o orçamento para além dos R$ 120 do valor original (ele não revelou o valor do aditivo) a finalização deve levar um ano e meio.

Segundo o secretário, as águas do túnel da Mor-Gouveia chegam ao Reservatório de Distribuição 4 (RD4)  e vão para o Rio Potengi pelo túnel de macrodrenagem que vai receber a contribuição de água das lagoas de São Conrado e da lagoa às margens do Potengi

A obra com jet grouting, descreve o secretário, é uma operação complexa que envolve utilização de um sistema especial de oxigenação e ventilação para garantir a segurança aos trabalhadores.

Mor-gouveia

Túnel de macrodrenagem
Extensão 4,7 km

Valor R$ 126 milhões

Situação atual: obras paralisadas

Sem previsão de retomada das obras

Túnel da Mor-Gouveia
Extensão 256 metros

Valor R$ 8 milhões

Situação atual: com drenagem funcionando. Falta revestimento interno com cimento

Previsão de conclusão: em 3 meses













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