Tarifa de ônibus de Natal passa a R$ 4,00 para quem pagar em dinheiro

Publicação: 2019-05-16 10:28:00 | Comentários: 0
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O Conselho Municipal de Transportes aprovou o aumento da tarifa de ônibus de Natal na manhã desta quinta-feira, 16. A nova tarifa vai ser dividida em duas: quem utilizar o cartão de transportes vai pagar R$ 3,90 e quem utilizar dinheiro vai pagar R$ 4. O valor entra em vigor a partir deste domingo (19). A tarifa atual custa R$ 3,65.
Com frota antiga, em média de oito anos, a possibilidade dos ônibus quebrarem é maior, como ocorreu na tarde de ontem
Nova tarifa passa a vigorar a partir de domingo

A proposta foi aprovada por 13 votos, de 20 presentes. O Sindicato das Empresas de Transportes Públicos Urbanos (Seturn) havia pedido R$ 4,35 no início das discussões com a Prefeitura de Natal, mas votou a favor do valor de R$ 4. O Sindicato dos Rodoviários também havia concordado com o novo valor, que contempla um aumento no seus salários.

A única contrapartida das empresas para o novo aumento é a entrega de um micro-ônibus para o transporte “porta-a-porta”, destinado para pessoas que possuem gratuidade e dificuldades físicas de se dirigirem às paradas.

A outra proposta apresentada durante a reunião, reprovada, aumentava a tarifa para R$ 3,70, com a Prefeitura dando subsídios de outros 20 centavos – segundo as planilhas realizadas, a tarifa de R$ 3,90 era a mais adequada para não haver prejuízos relacionado à combustível, salários e manutenção dos ônibus.

Segundo a secretária de Mobilidade Urbana de Natal, Elequicina Santos, a escolha por duas tarifas é um meio de incentivar que os usuários façam o cartão de passagem, que vai passar a ser gratuito – hoje, ele custa R$ 14. “Se eu pago em dinheiro, eu posso migrar para o cartão e todo mundo pagar R$ 3,90”, afirmou. “Vai pagar R$ 4 quem quer”.

A reunião foi tensionada pelas discussões. Elequicina criticou que apareceram pessoas “que nunca foram a reunião” para atrapalhar a votação. Já o vereador de oposição Maurício Gurgel, do PSOL, disse que a votação deveria ser anulada porque o número de representantes é injusto. “A maioria dos votos são da própria Prefeitura, que tem sete cadeiras. Enquanto os sindicatos, a câmara e outros representantes tem apenas um representante”, disse. “Infelizmente, quem vai pagar é o usuário”.

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