Tem festa nas serras

Publicação: 2019-08-02 00:00:00 | Comentários: 0
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Ar fresco, temperaturas amenas, paisagens bucólicas, boa comida, e aquele aconchego que só as cidades do interior possuem. O tempo está favorável para quem aprecia esse conjunto de coisas boas neste fim de semana: Serra de São Bento e Cerro-Corá estão fazendo seus respectivos festivais de inverno neste fim de semana. Cada um com suas programações de música, teatro e gastronomia, apontam os caminhos para as serras potiguares. Os dois eventos são tradicionais, e contribuem para a interiorização do turismo potiguar. Pode arrumar as malas e não esquecer dos casacos.

O festival de inverno de Serra de São Bento combina turismo ecológico, cavalgadas, espaços gastronômicos e shows. O veterano Flávio José (E) é atração desta sexta-feira
O festival de inverno de Serra de São Bento combina turismo ecológico, cavalgadas, espaços gastronômicos e shows

Música na praça
A 9ª edição do Festival de Inverno de Serra de São Bento está agregando turismo, cultura, gastronomia e artesanato para evidenciar as qualidades deste pequeno município a 109 km de Natal. “As Serras do Agreste Potiguar possuem todas as condições favoráveis para a realização desse tipo de festival, clima frio, belezas naturais, hospitalidade e uma ótima gastronomia”, declarou a secretária de turismo, Aninha Costa.

A programação cultural é o grande destaque do festival em 2019. Os eventos acontecerão entre a Praça do Turista e o espaço Arena da Serra. Já terá movimento a partir das 16h da sexta-feira, com feirinha na praça, exposição “Viva Memórias da Serra”, Forroterapia, e Ballet Flores da Serra. Os grandes shows da sexta começarão a partir das 21h, com Marcinho Show, Luizinho Nobre, Toca do Vale, e a atração mais aguardada da noite, o forrozeiro Flávio José. O paraibano vai tocar clássicos como “Espumas ao vento”, “Tareco e mariola”, “A natureza das coisas”, entre outros.

O veterano Flávio José (E) é atração desta sexta-feira
O veterano Flávio José (E) é atração desta sexta-feira

No sábado, a programação vai começar com uma trilha a partir das 8h da manhã, com condutores especializados; oficina de macramê; gastronomia das 11h30 às 14h30 (almoço); corrida de aventura às 16h; e muita música a partir das 21h com Hélio dos Teclados, Frank e Nazar, Perfume de Gardênia, Saia Rodada, e Mersinho Sanfoneiro. No domino, haverá mais uma sessão de trilhas às 8h, feirinha na praça, gastronomia, e músicos locais, encerrando a programação às 16h.

Floradas na serra
“A serra é linda. Mas precisava de mais cor”. E foi assim que a empresária e artesã Marluce Bezerra contribuiu para tornar ainda mais bonita a paisagem de Serra de São Bento. Começou com o projeto “Vamos Florir a Serra”, em 2010, que em parceria com a prefeitura distribui mudas de bougainvilles para variadas partes da cidade. E desde fevereiro de 2019 ela abriu o espaço Flor da Serra, uma loja de artesanato, casa de chá e café que encanta pelo visual e cardápio singelo e saboroso.

A Flor da Serra surgiu quando Marluce desfez uma parceria e resolveu partir para a “carreira solo”. O terreno, localizado num mirante, em plena Vila Rural Holandesa, inspirou a criação do espaço. “É um lugar todo diferente. A arquitetura é diferente, e os produtos que eu faço também”, diz. As peças de Marluce são quadros com mensagens, artigos de cozinha e decoração, tudo feito com madeira e tecidos. Há cerâmicas de São Gonçalo do Amarante também. “Não faço uma peça igual à outra, é tudo exclusivo”, diz.

Apaixonada por Serra de São Bento, a empresária Marluce Bezerra construiu seu projeto de arte e paisagismo. O “vamos florir a serra” distribuiu mudas de bougainvilles. Em 2019, ela abriu o Flor da Serra, casa de chá e artesanato
Apaixonada por Serra de São Bento, a empresária Marluce Bezerra construiu seu projeto de arte e paisagismo. O “vamos florir a serra” distribuiu mudas de bougainvilles. Em 2019, ela abriu o Flor da Serra, casa de chá e artesanato

Quanto ao menu da Flor, tudo começou com um bolo. “Queria uma receita só minha. Olhei a geladeira pós ceia do Natal, “Peguei nozes, castanhas, frutas secas, e fiz um bolo com açúcar mascavo e aveia. Assim nasceu o 'nêga flor', que é o maior sucesso do cardápio”, conta. Depois vieram os bolos de macaxeira, e laranja com sementes de papoula, além de pão de queijo mineiro, e o strudel com sorvete de creme. “É um menu simples, mas que combina com nossa proposta”, diz.

Já o projeto “Vamos Florir a Serra” faz parte de um desejo antigo – e mais ambicioso. “O objetivo é plantar de fronteira a fronteira da cidade. Eu queria ver ruas e casas floridas”, diz. Foram escolhidas boungainvilleas por serem mais resistentes e dispensarem muitos cuidados. Já foram plantadas mais de oito mil mudas na cidade.

Cerro Corá
Mais longevo evento turístico, cultural e gastronômico do interior do RN, o Festival de Inverno de Cerro Corá vai para a sua 17ª edição neste primeiro fim de semana de agosto. "A nossa expectativa é das melhores, porque a cada ano aumenta o fluxo de visitantes", diz a prefeita Maria das Graças Oliveira, a respeito da possibilidade da cidade dobrar o número de turistas e de cerrocoraenses que voltam à cidade para rever amigos e parentes, oriundos de Natal, cidades vizinhas e até de fora do Estado.

A prefeita Graça Oliveira disse esperar que neste Festival o público ultrapasse os 10 mil visitantes, que foi o número de pessoas que passaram pelo evento no ano passado. Ela exaltou a necessidade de que "as belezas naturais do município precisam ser mais exploradas", daí a homenagem ao Geoparque e às nascentes do rio Potengi, que vão desaguar na capital do Estado.

Outro atrativo é o clima do município, que tem 11.178 habitantes, segundo o IBGE. O Centro de Pesquisas do Tempo e Estudos Climáticos, vinculado ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), prevê que no fim de semana, a variação do clima na cidade é de 18 graus, a mínima, e de 28º a máxima, com 5% de probabilidade de chuvas.

Mais antigo festival de inverno do RN acontece em Cerro-Corá, região serrana do Seridó
Mais antigo festival de inverno do RN acontece em Cerro-Corá, região serrana do Seridó

O tema do 17º Festival de Inverno em Cerro Corá alude ao "Geoparque do Seridó - onde nasce o Potengi, de vales, sossegos e encantos. Já a partir das 18h30 desta sexta (02) iniciam-se as apresentações do poeta cordelista "Lamparina" e em seguida apresentação do grupo "Tradição Nordeste", que homenageará as nascentes do rio Potengi.

A abertura oficial está programada para 18h50, com a apresentação das escolas e pontos turísticos e entrega de comendas a homenageados. Por fim, haverá apresentação da Banda Filarmônica de São Tomé, cidade a 35 quilômetros de Cerro Corá, na região do Potengi.

No sábado, o Festival recomeça às 18h30 com apresentação da charanga "Encantos do Sertão" e de violeiros da região do Seridó, em seguida apresenta-se o grupo de dança "Balé do Cern Grupo Livre, Xote das Meninas por mil anos (balé, Jarllen Palmeira). Na sequência, apresentação do grupo teatral "Serrano", com a peça alusiva ao tema do evento. Finalmente, haverá show da quadrilha junina "Tradição Nordeste" e da Orquestra Sanfônica de Parelhas.

Já na manhã do domingo, último dia do Festival haverá a 1ª Corrida de Jegues, saindo do parque de vaquejada Ana Cecília, na comunidade de Várzea dos Félix, para a zona urbana, com premiação e, em seguida, ocorre cavalgada. Às 16h ocorre a abertura da "Feirinha de Artesanato", organizada pelo projeto "Criativo", com proposição da artesã Tânia Belotto, em parceria com a Associação Cultural Trapiá, sediada em Caicó. Em seguida, tem a apresentação da "Dança da boneca Maria Preta", com o mamulengueiro Emanoel Bonequeiro, seguido de declamação de cordéis, shows de artistas locais e espetáculo "Chico Jararaca", no antigo Cine Canário. O Festival de Inverno mantém a sua característica desde que foi criado, em 2002, pelo então prefeito João Batista de Melo Filho, com a apresentação de artistas de repertórios ecléticos, “retrô” e “flash-backs”, que vão desde o rock, Jovem Guarda, MPB, brega, samba e o tradicional gênero musical Nordeste - o forró, para gosto de todos os públicos e gerações.



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