'Tendência é que se possa formar uma chapa eclética', afirma Álvaro Dias

Publicação: 2018-04-15 00:00:00 | Comentários: 0
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Continuação da entrevista com o prefeito de Natal, Álvaro Dias em que ele  afirma que Carlos Eduardo vai intensificar articulações para definir
as coligações e os demais candidatos da majoritária

O senhor recebeu a visita do senador José Agripino (DEM) na quinta-feira (12). Qual avaliação fez do quadro político e a pré-candidatura a governador do ex-prefeito Carlos Eduardo?
A tendência é que se possa manter uma chapa bem eclética, elaborar um conjunto de forças se unindo em torno de Carlos Eduardo, que é um grande nome para disputar a eleição de governador do Rio Grande do Norte. Alguém que tem uma capacidade de gestão indiscutível, até porque foi prefeito de Natal por quatro mandatos, eleito quatro vezes para gerir e administrar a capital do Estado. Isso não aconteceria se ele não tivesse uma competência reconhecida e atestada pelo povo. Se não tivesse uma grande capacidade de gestão comprovada nas urnas, não seria eleito e reeleito. Quem fez isso, fará claro, pelo Estado, que está precisando também de uma pessoa que gerencie bem os recursos financeiros e recoloque o Rio Grande do Norte nos trilhos do progresso e do desenvolvimento. Na minha avaliação, Carlos Eduardo é esse gestor e tenho muita confiança de que ele virá a ser o próximo governador do Estado.

As presenças da prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarlini, que é filiada ao PP e do presidente estadual do PR, ex-deputado João Maia, sinalizam que esses partidos também vão apoiar Carlos Eduardo?
Acho que tem  todas as condições da prefeita de Mossoró, ex-senadora e ex-governadora Rosalba Ciarlini fazer parte dessa composição. Agora é preciso que o diálogo seja iniciado, a discussão política em torno de uma provável aliança também seja iniciada. Isso vai acontecer tudo no seu devido momento, claro que seria um grande reforço para a candidatura de Carlos Eduardo, porque indiscutivelmente a prefeita de Mossoró é uma liderança estadual reconhecida, que todos respeitamos e vamos buscar esse diálogo e a decisão acontecerá no momento oportuno.

O PSDB também pode vir a compor aliança em torno de Carlos Eduardo?
Existe possibilidade muito grande. O ex-prefeito Carlos Eduardo tirou oito dias férias para descansar, viajou com a família e logo que ele retorne, iniciaremos o diálogo em busca de entendimento com todos esses partidos, inclusive com o PSDB, porque é um partido que tem bastante representatividade e iria reforçar em muito a candidatura de Carlos Eduardo ao governo do Estado.

Comenta-se que a composição de uma chapa a deputado estadual está sendo dificultada, porque a esposa do ex-prefeito também disputaria uma cadeira na Assembleia Legislativa, prejudicando outras eventuais candidaturas?
Essa possibilidade não existe, a esposa do ex-prefeito, Andrea Ramalho, é secretária municipal de Politica para Mulheres, tem feito um bom trabalho e se ela pretendesse disputar a eleição, teria se afastado do cargo no tempo hábil, tal não ocorreu, isso demonstra que ela tomou a decisão de continuar prestando serviços e dando a sua colaboração ao município de Natal.

O MDB tinha três deputados na Assembleia, perdeu um para o PSDB, como o senhor avalia a possibilidade do partido continuar tendo representação na Casa, onde já foi um dos maiores partidos?
O MDB tem uma representatividade indiscutível dentro do contexto político do Rio Grande do Norte. Vamos apresentar várias candidaturas ao pleito proporcional, tentando conquistar novos mandatos na Assembleia Legislativa. Vamos fazer parte de uma ampla coligação, se isso não ocorrer o MDB está preparado para disputar a eleição com uma chapa feita com seus quadros, lançar candidatos próprios para disputar o pleito proporcional e estamos preparados também para disputar com um “chapão” e uma grande coligação caso essa seja a decisão da maioria dos seus membros no momento oportuno.

O candidato a vice-governador deve sair do MDB?
Essa questão vai ser decidida e discutida no momento adequado, o que tem de definitivo e decidido é a candidatura de Carlos Eduardo para o governo. Os outros cargos ainda estão em discussão, muito provavelmente teremos a candidatura do senador Garibaldi Filho (MDB) à reeleição e discutiremos também a possibilidade de apoio e composição do partido Democratas, com o senador José Agripino disputando a reeleição. Mas tudo isso vai depender do encaminhamento com os outros partidos políticos que vão somar junto conosco nessas eleições que se aproxima.

Dentre os leques de partidos legalizados no país, tem alguma restrição partidária na composição de uma chapa liderada por Carlos Eduardo, inclusive de esquerda?
O PDT também é um partido que tem viés de esquerda comprovadamente contido dentro dos seus quadros em nível nacional e na Câmara Federal. O próprio Leonel Brizola, seu fundador, defendeu as bandeiras da esquerda por muito tempo e acredito que [o PDT] está aberto a qualquer partido que queira vir agregar para somar esforços com relação a candidatura de Carlos Eduardo. Nós não tempos preconceitos ou restrições a qualquer partido.

Como o senhor avalia a sucessão presidencial com a prisão do ex-presidente Lula e a possibilidade dele não sair mais candidato?
Lamentando muito tudo o que aconteceu e a decisão que foi tomada, mas não sou do Ministério Público e nem juiz, sou um cidadão que se preocupa com o seu país e lamento por tudo o que está acontecendo no país.

Em virtude do desgaste atual da classe política, se tem muita dúvida com relação ao comportamento do eleitor, como tem de ser o poder de convencimento para que os eleitores compareçam às urnas?
Não sei como o eleitor vai se comportar, eu ingressei na vida pública há muito tempo, e a cada eleição é uma eleição, cada vez que chegamos no momento da decisão, no período eleitoral, as coisas acontecem de uma forma que nunca se repetem, as pessoas decidem de acordo com a sua consciência, o seu pensamento, livremente como apregoa os princípios da democracia, reconquistada pelo povo brasileiro nas urnas e espero que essa democracia, essa liberdade que tem sido respeitada e vem se consolidando cada vez mais no nosso país, possa fazer com que as pessoas, decidindo livremente, façam as melhoras escolhas que suas consciências indicarem para que possamos ter bons representantes na Câmara Federal, Senado da República, Assembleias Legislativas e no comando do Poder Executivo dos estados e do país.

Essa é a primeira eleição geral com o tempo reduzido de campanha, nas ruas, para 45 dias. E de TV, para 35. Isso é tempo suficiente para os partidos e candidatos apresentarem as suas propostas aos eleitores?
Acho, porque imagino que os eleitores e o cidadão brasileiro vêm  acompanhando a cena política cotidianamente, eles não vão fazer uma escolha definitiva, não vai decidir o seu voto apenas pelos 45 dias que antecedem as eleições, acho que ele vem  maturando, pensando e decidindo desde muito tempo para saber escolher os melhores representantes possíveis nos diversos níveis de representatividade política do nosso país.


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