Terceira ou melhor idade?

Publicação: 2017-10-06 00:35:00 | Comentários: 0
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Carlos Alberto Josuá Costa
Colaborador

Certamente é difícil estabelecer se “terceira” e “melhor” mantêm uma relação, digamos, amigável, para expressar “acúmulo de juventude”, pura e simples.

Para ir ao cerne do propósito desse assunto, é bom esclarecer que durante nossa vida experimentamos de forma cronológica, fisiológica e psicológica, a chamada “idade”. Elas se apresentam destacadamente dependendo de fatores genéticos e ambientais.

Como somos “únicos” em nosso modo de viver e conviver, podemos perceber que não envelhecemos da mesma maneira, pois as transformações fisiológicas, próprias da idade, são inevitáveis e afeitas a cada um de forma particular.

Então não se envelhece de vez?

Os aspectos da personalidade favorecem alguns destaques que assumem a dianteira, conhecidos como “estado de espírito”, numa combinação de criança, jovem, adulto e idoso coexistindo pacificamente de acordo com a atitude assumida.

Destaco, no entanto, os fatores ambientais (onde cada um está inserido) determinantes, na maioria das situações, como influenciantes na relação vida versus maturidade, que o chamado homem ou mulher madura se apresenta como tal.

O conceito de “idade avançada” evoluiu muito, em face da evolução de novas tecnologias, colocando à disposição exames apurados e medicamentos adequados no cuidado da saúde. Além, e muito importante, pelo espaço ocupado na vida diária, com atividades físicas e intelectuais, favorecendo assim ao retardamento da inevitável velhice.

Sim, você lembrou bem: “depende do grau de saúde e dos recursos de cada um”.

Não resta dúvida. Entre duas pessoas da mesma faixa de idade, essa diferença (sadia ou doente) e (menos ou mais recursos financeiros), determinam sua qualidade de vida e consequentemente melhor aproveitamento dos aspectos da idade.

Então temos, de forma incipiente, um primeiro conceito formado para “melhor” idade.

E para “terceira” idade?

Que tal chamar a “terceira” idade de a “idade do espírito”?!

À medida que o declínio do corpo (mais precisamente de seus órgãos) vai se tornando aparente, percebemos o quanto é natural o aparecimento dos valores reais da vida e do espírito. É como ir ao encontro da verdade e da luz que estava lá dentro e que nem havíamos percebidos.

São os valores do espírito. Mas eles não se instalaram agora, na idade avançada. Eles estavam lá, mas mesmo assim, sem preocupação em trazer à tona, valorizando apenas o físico, enquanto aparência.

Talvez, perdemos grandes oportunidades de fazer brilhar a luz interior e iluminar as pessoas que estavam ao nosso lado, nutrindo e ajudando aqueles menos afortunados a digerir suas ilusões e encontrar as verdades da alma.

Daí essa “terceira” idade ser a “idade do espírito”. É a idade de aprofundar os valores espirituais. De excluir tudo o que é preconceituoso, tudo que é obrigação. É hora de mudar a atenção das coisas superficiais para as mais profundas.

Melhor ou Terceira ou do Espírito, o essencial é não ficar parado no tempo, ou ficar reportando-se apenas ao passado.

Não vista o pijama ou a camisola de “chita” para “assumir” que é idoso de carteirinha. Ao primeiro sinal que os filhos, os amigos, estiverem programando viajar, dar uma saidinha para se divertir, troque de roupa, e de espírito risonho diga: “Eu vou também”.

Não perca o senso de humor.

Relacione-se com seus amigos.

Não deixe de lado suas atividades lúdicas.

Use e abuse de seus melhores dons.

Lide com suas emoções e ajuste-se às mudanças circunstanciais.

E em hipótese alguma deixe sua fé escapar e transformar-se em desânimo.

Não se sinta rejeitado. Participe.

Existe alguém sempre disposto a ouvi-lo: Deus.

E para você, que ainda é jovem, um alerta: “cuide dos idosos, você também será um”.

Não diga “aquele velho”; chame-o pelo nome, e Deus não “esquecerá” o seu.

Cada sorriso que você cede para um idoso, uma célula se renova em sua face.



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