Terra de ninguém

Publicação: 2019-11-17 00:00:00 | Comentários: 0
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Lauro Jardim
com Guilherme Amado e Mariana Alvim

Depois de perder o antigo Ministério da Cultura, que foi parar no Turismo, o ministro Osmar Terra deve ter outra baixa: Michelle Bolsonaro, que despachava no Ministério da Cidadania, com sala e tudo, deve ganhar em breve um gabinete no Palácio do Planalto.

Manda quem pode 1
Na tentativa de cortar gastos, Jair Bolsonaro pediu ao GSI para reduzir o tamanho da tropa de agentes que o acompanha nas viagens internacionais. Não foi atendido. Na segurança do presidente da República, nem o próprio dá palpite.

Manda quem pode 2
Em eventos externos, Bolsonaro só cumprimenta os populares com o aval de seus guarda-costas, como se viu em Campina Grande, na semana passada. Durante uma cerimônia para a entrega de casas populares, o capitão pretendia descer do palco e se aproximar da plateia. A segurança vetou, sob argumento de que nem todos ali haviam sido revistados. E Bolsonaro usava colete à prova de balas.

Uma nova prisão
Jair Bolsonaro deu a seguinte opinião sobre a soltura de Lula: "É muito burro mesmo. Acaba de ser libertado e vai casar, ou seja, sai de uma prisão para entrar em outra. Não posso falar muito porque já fui para essa cadeia três vezes".

Tiozão do churrasco
Aliás, Bolsonaro passa boa parte do dia proferindo brincadeirinhas de péssimo gosto entre os funcionários do Palácio do Planalto - a grande maioria delas, homofóbicas, claro.

Hora de mergulhar
Luciano Huck decidiu submergir até março pelo menos. Ou seja, nada de palestras em seminários, eventos com economistas ou declarações sobre política.

Puxa, prende, solta...
A 40 dias do término do seu mandato de presidente da Anvisa, William Dib tem uma certeza: antes de deixar a agência, vai botar em votação os processos sobre uso medicinal da maconha - um, autoriza o cultivo industrial; outro, a venda de remédios derivados da cannabis. A tramitação de ambos está parada desde outubro, quando dois diretores pediram vista dos processos. Caso não os devolvam em breve, Dib vai pautá-los, botando-os goela abaixo de quem trabalha pelo adiamento da votação "ad aeternum".

... e passa
Dib é declaradamente favorável tanto ao cultivo da cannabis quanto à venda de medicamentos produzidos a partir da planta da maconha. Intramuros, aposta-se que, além do presidente, os diretores Alessandra Bastos e Renato Porto votem pela aprovação dos dois processos. A dupla que pediu vista - Fernando Garcia Neto e o almirante Antônio Barra Torres, ligadíssimo a Jair Bolsonaro - devem votar contra em ambos. O fiel da balança, então, será Renato Porto. A tendência é que ele se posicione a favor da comercialização dos remédio. Em relação ao cultivo, ninguém arrisca adiantar um palpite sobre o que Porto fará.

Descendo a borduna
Não é só em aparições públicas que Lula destina os piores adjetivos a Sergio Moro e Deltan Dallagnol. Também nas conversas privadas, nos últimos dias, Lula xingou-os à vontade. Com raiva, como resume um interlocutor.

Partido, eu?
A fundação de uma nova sigla é o caminho possível, não o preferido de Jair Bolsonaro. Se a lei permitisse, seria candidato avulso. Bolsonaro gosta de repetir que considera um absurdo ficar na mão de dez donos de partidos, número de legendas que, segundo calcula, vão sobreviver no Brasil.

Só começou
O ex-presidente do STJ César Asfor Rocha já teve o seu sigilo bancário quebrado e foi alvo da operação "Appius", deflagrada no dia 7 de outubro. Quem conhece a disposição dos procuradores que trabalham nessa história garante que os dissabores de Asfor Rocha estão apenas no início.

No estaleiro
Eduardo Cunha passou uma curta temporada fora de Bangu. Ficou internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, entre sexta-feira e terça-feira passadas para fazer exames.

Na mira
Os próximos dias voltarão a ser animados na Lava Jato fluminense. Alvos de Rio de Janeiro e São Paulo na mira.

Mudança de planos
O bilionário IPO (abertura de capital em bolsa) da Caixa Seguridade pode evoluir já em 2020 para uma privatização da empresa, hoje o quarto maior grupo segurador do Brasil.

À margem
Completa um ano na terça feira que foi preso Carlos Ghosn, o ex-todo poderoso da indústria automobilística mundial. O ex-presidente da Nissan está em prisão domiciliar à moda japonesa: continua proibido de ver a mulher, não pode ter celular ou internet, exceto no escritório de seu advogado, e a entrada do seu apartamento em Tóquio é monitorado 24 horas por dia por vídeos. Seu julgamento ainda nem tem data marcada.



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