Cláudio Humberto
Tese do ‘caixa 2’
Publicado: 00:00:00 - 08/08/2012 Atualizado: 22:02:35 - 07/08/2012
A ideia de admitir “caixa 2” para negar a existência do “mensalão” –dinheiro usado para comprar votos de parlamentares para aprovar projetos de interesse do governo – foi criada por Márcio Thomaz Bastos em 2005, à época ministro da Justiça do governo Lula. Segundo parlamentares que participaram da CPI dos Correios, o ex-ministro foi quem “segurou as pontas” no governo quando estourou o escândalo.

Tese marota

O crime de “caixa 2” já prescreveu, daí a tese adotada pela defesa de Delúbio Soares e Marcos Valério, no julgamento no STF.

Sacanagem

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) critica a “banalização” do caixa 2: “Querem fazer parecer uma ‘sacanagenzinha’ menor”. 

Desconfortável

Gerou desconforto ao vice-presidente Michel Temer a citação de seu nome por advogados de mensaleiros, no julgamento no Supremo.

Malhação

Para Dilma, acompanhar o mensalão pode “prejudicar o trabalho dos ministros”. Pelo que mostraram até agora, Sessão da Tarde pode.

Condenada e sem direitos políticos

O Tribunal de Justiça de São Paulo julga na próxima semana o recurso da senadora Marta Suplicy (PT-SP) e do empresário Valdemir Garreta, seu ex-secretário de Comunicação na prefeitura paulistana. A dupla foi condenada por improbidade administrativa e teve seus direitos políticos suspensos por três anos. Ex-secretário de Marta, Garreta é hoje sócio de três empresas de comunicação e de uma de negócios imobiliários.

Devolução

O Ministério Público também recorre: quer de volta R$ 148,2 milhões gastos em promoção pessoal de Marta, em ônibus e veículos oficiais.

Propina


Em outra ação, o Ministério Público acusa Valdemir Garreta de receber quase R$ 800 mil em propinas de fornecedores de merenda escolar.

Sigilos quebrados

Em dezembro passado, o Tribunal de Justiça de São Paulo chegou a  determinar a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Valdemir Garreta.

Roubada

No julgamento do mensalão, todo cuidado é pouco com um verbo que pode valer mais que mil imagens: “Delúbio (Soares) é um homem que não se furta a responder pelo que fez”, afirmou seu advogado.

Afe, palavra!

Para inocentá-la no mensalão, o advogado da publicitária Geiza Dias chamou-a de “mequetrefe”, que pode significar “João-ninguém” e traste, mas também mentiroso ou canalha.

Antecipação de voto

O jurista Erick Wilson Pereira explicou que para antecipar seu voto no julgamento do mensalão antes de 3 de setembro, quando completa 70 anos e cai na “expulsória”, o ministro Cezar Peluso precisa esperar que o relator, Joaquim Barbosa, apresente o seu. Antes, nem pensar.

Outra do Delúbio

O Ministério Público de Goiás abriu inquérito contra o governador Marconi Perillo (PMDB) por improbidade administrativa, pela demora para demitir o professor ausente Delúbio Soares.

Leis anuladas

Para Luís Olímpio Ferraz Melo, advogado de Fortaleza, a condenação no mensalão abrirá caminho para anular, no Supremo, tudo o que tiver sido aprovado no Congresso. É a “Teoria americana dos frutos da árvore envenenada”: “contaminadas”, tais leis seriam ilegítimas.

Preliminares

O relator da CPI mista do Cachoeira, Odair Cunha (PT-MG) vai fazer relatórios preliminares para falar da organização criminosa, do dinheiro movimentado pelo esquema do bicheiro e dos políticos envolvidos.

Entre abutres

Sem saber que o microfone estava ligado, o presidente da CPI do Cachoeira, Vital do Rêgo (PMDB-PB), desabafou ontem a Odair Cunha (PT-SP): “Esses são uns abutres!”. Vital não revela a quem se referia.

Vapt-vupt

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio extinguiu em meia hora o processo de fraude no concurso para juiz, em 2008, reconhecida pelo Conselho Nacional de Justiça: o subprocurador alegou “ilegitimidade”.

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