Viver
Thiago Barbalho lança "Um Homem Bom"
Publicado: 00:00:00 - 11/04/2017 Atualizado: 20:56:43 - 10/04/2017
Potiguar radicado em São Paulo, o escritor e editor literário Thiago Barbalho lança nesta terça-feira (11), na capital paulista (Livraria da Vila), seu terceiro livro “Um Homem Bom”(Iluminuras). Formado em filosofia na UFRN e desde 2010 longe de sua terra natal, o autor reuniu na obra 11 contos e desenhos seus. Apesar de alguns pontos em comum, cada texto aborda um tema diverso.
Acervo pessoal
Autor potiguar lança hoje, na Livraria da Vila, seu terceiro livro de contos

Autor potiguar lança hoje, na Livraria da Vila, seu terceiro livro de contos


“Alguns apontam pra alegrias, enquanto outros apontam para o desencaixe e o desconforto que a autoconsciência nos provoca. E os textos foram escritos ao longo de cinco anos, desde o lançamento do meu primeiro livro e depois de jogar muita, muita coisa fora”, Thiago sobre a obra.

O potiguar é autor de “Thiago Barbalho vai para o fundo do poço” (Edith, 2012) e “Doritos” (publicação independente, 2013). “Desde o primeiro livro, eu tenho feito muitos trabalhos independentes enquanto tentava encontrar algum resultado na prosa que me deixasse satisfeito. E agora o livro finalmente ficou pronto e encontrou uma editora”, diz Thiago, que deseja muito lançar o livro em Natal. “Talvez no mês que vem. Vamos ver o que acontece”.

Sobre o Rio Grande do Norte, o autor conta ter lembranças importantes para a sua formação. “Não tem nenhum jeito mais eficiente de me sentir acolhido no mundo do que ir à praia em Natal, que era pra onde eu ia com meus pais e minhas irmãs todo fim de semana da minha infância”, comenta Thiago. “Não me sinto de outro lugar, talvez um pouco de Parnamirim, porque é onde meus pais moram desde algum tempo. Não só eu tenho laços com Natal, como eu sei que ela está em mim e eu preciso voltar pra ela com alguma frequência”.

Ele conta que na época em que era mais jovem e morava em Natal acompanhava a produção cultural da cidade com mais frequência. Pra mim foi muito importante encontrar referências, por exemplo, o Pablo Capistrano”, recorda. Agora distante, ele tem contato com alguns produções pontuais. Dentre o que chama sua atenção é o trabalho do artista visual Max Pereira e as “crônicas-cartuns sobre ansiedade da vida contemporânea”, de Aureliano Medeiros (Oi, Aure).

Para o filósofo e escritor paulista Juliano Garcia Pessanha, que escreve a orelha do livro, Thiago Barbalho é uma “espécie de tataraneto de Dostoiévski, mas ele, enquanto rebento lúcido, tropical e contemporâneo dessa linhagem, sabe que não há metanoia que transfigure a dor de perder, e a crítica já se sabe vencida desde o início”.


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