Todos os presos de Alcaçuz ficarão um mês juntos no pavilhão 5

Publicação: 2017-03-20 07:52:00 | Comentários: 0
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A manhã desta segunda-feira (20) começou com movimentação intensa dentro da penitenciária estadual de Alcaçuz. A Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc) e agentes federais deram início à transferência de presos entre os pavilhões da unidade para que seja realizada a reforma dos pavilhões 1, 2 e 3. Com isso, quase 800 detentos irão para o pavilhão Rogério Coutinho Madruga, o chamado pavilhão 5 da unidade.
                                                                                                                      Fotos: Magnus Nascimento
Presos são transferidos para o Pavilhão 5 da Penitenciária Estadual de Alcaçuz
Detento ajudou na transferência de outro preso para pavilhão 5 de Alcaçuz
O Rogério Coutinho Madruga, que está separado dos demais pavilhões de Alcaçuz por um muro recém construído, abrigava detentos ligados à facção PCC, enquanto os demais pavilhões abrigavam detentos do "Sindicato do Crime" e da chamada "massa", que são presos não ligados a facções criminosas.

Como os detentos do PCC continuam no pavilhão 5 e haverá a chegada de detentos de facção rival, o secretário de Justiça e Cidadania, Wallber Virgolino, afirmou que todos os detentos de Alcaçuz (aproximadamente 1.100) ficarão separados por alas, de acordo com o grupo ao qual pertencem. Para garantir a segurança, haverá reforço dentro da unidade.
Ônibus levavam os presos transferidos ao Pavilhão 5
Ônibus e vans foram utilizados na transferência dos detentos para pavilhão 5
"Serão 100 agentes penitenciários federais e 40 estaduais trabalhando para garantir a ordem durante o período", explicou Wallber Virgolino.
Agentes Penitenciários Federais realizaram a transferência dos presos, com apoio dos agentes estaduais
Patrulhamento foi reforçado na área externa do presídio durante transferência de presos
Para realizar a transferência, foram utilizados ônibus e vans, que levam os detentos pela área externa de Alcaçuz até o pavilhão 5. A expectativa da Sejuc é que as reformas durem um mês e, após isso, haverá a reacomodação dos detentos.

Memória

O presídio de Alcaçuz ficou destruído após rebelião em janeiro deste ano, quando o confronto entre facções criminosas resultou na morte de pelo menos 26 detentos dentro da unidade. Foi a maior rebelião da história do Rio Grande do Norte e, desde então, o Governo do Estado vem tomando medidas dentro do presídio. que está passando por reformas e teve um muro construído para separar facções criminosas.

O governador Robinson Faria, apesar das reformas, disse que pretende desativar o presídio.


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