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Alex Medeiros
Top Cruise: Tom Maverick
Publicado: 00:00:00 - 29/05/2022 Atualizado: 12:07:13 - 28/05/2022
Alex Medeiros
[ alexmedeiros1959@gmail.com ]

Na coluna de sexta-feira, publiquei que a estreia do remake de Top Gun, de 1986, tinha previsão de arrecadar US$ 130 milhões nos EUA neste fim de semana. Um colunista do jornal Los Angeles Times escreveu na mesma sexta-feira que estava impressionado com a reação do público com o novo filme de Tom Cruise: “as pessoas continuam dizendo que Tom é a última grande estrela de cinema de verdade”, disse o jornalista. E talvez seja preciso concordar.
Reprodução


Está fazendo sete anos – e na indústria cinematográfica isso é um long time – quando fui ver “Missão Impossível – Nação Secreta” e saí da sessão já de madrugada comentando como os fãs de Tom Cruise se iludiam com a força dos seus filmes de ação, sem fazer qualquer questionamento à exposição anatômica de um ator de 53 anos (na época) em relação aos atos do personagem. Naquele 2015, as marcas do tempo já estavam no físico dele.

Desde então, Tom Cruise repete um sucesso após o outro, estabelecendo uma realidade em que sua estampa é, de fato, a maior garantia de bilheteria, numa força pessoal que legitima, talvez, a condição de último grande astro das telas.

Tentem compará-lo com Meryl Streep, Johnny Depp, Tom Hanks, Leonardo DiCaprio, Scarlett Johansson, Julia Roberts, Matt Damon, Sandra Bullock... Nem mesmo Robert Downey Jr e Keanu Reeves sustentam sozinhos um filme.

Esse reboot de Top Gun, exatamente o filme que o lançou na fama de grande ator aos 24 anos, tem um componente de superlativação no seu ativismo cênico, quando desafia a indústria do streaming com uma obra só do cinema.

Tom Cruise se remete a uma outra grande estrela do passado, que sozinha foi instada a encarar a crise do estúdio MGM diante do crescimento da TV. O ator Charlton Heston encarnou o personagem Ben Hur em 1959 como uma missão.

Entre 1950 e 1958, Heston emplacou simplesmente dezenove aventuras nas telas, atraindo multidões aos cinemas do mundo. Os produtores o escolheram como protagonista, desprezando figuras como Marlon Brando e Robert Taylor.

Assim como Ben Hur, o filme Top Gun: Maverick teve orçamento especial e uma grande verba para a divulgação, tudo centrado numa batalha contra a tendência das plataformas de streaming, como em 1959 diante da televisão.

Como Charlton Heston naquele tempo, Tom Cruise tem a capacidade única de evocar grandes públicos, não importa o roteiro, a direção ou a franquia. Ao pilotar aviões de alto custo locatário, ele pilota também a máquina publicitária.

E se Heston salvou o leão da Metro há 63 anos, um Cruise de 60 anos mantém ativa sua marca de arrebatador de bilheterias, pelo menos na expectativa das previsões feitas para este final de semana. E como ele sabe ser nostálgico...

O Top Gun de 2022 é um mergulho de nostalgia na então jovem plateia de 1986, um show de boas referências, imunes às influências nocivas e tóxicas desses tempos de politicamente correto. Até nisso Tom Cruise é original.

E se o assunto é originalidade, ele rebola na tela outra marca pessoal que nos faz viajar às antigas cenas do saudoso Steve McQueen, o cara que dispensava dublês ao voar em carros e motocicletas. Tom Cruise se arrisca pela arte.

Vi o primeiro Top Gun: Ases Indomáveis já em 1987 numa tarde em companhia de colegas da Assembleia Legislativa (era assessor de Rui Barbosa). À noite, em casa, fiz de aviãozinho domável a mamadeira da filhotinha de dois anos.

Cultura 
É impressionante o silêncio que se faz com o destino dos investimentos a partir das tais leis de incentivo, quando os eventos cobram ingressos – alguns caros e realizados em espaço fechado – levando o contribuinte a pagar dobrado.

Absurdo 
Ora, se um evento ou produto cultural tem subsídio de empresas privadas, que por sua vez deixam de pagar impostos, o patrocínio passa a ser inteiramente público. Ou seja, é bancado pelo imposto pago pelos cidadãos-contribuintes.

Lixo 
Está ocorrendo desde sexta-feira, no Parque Villa-Lobos, em São Paulo, a primeira edição da Bienal do Lixo, com o tema “meu impacto, minha responsabilidade”. Tem uma exposição de artes criadas a partir de resíduos.

Lixo II 
Haverá muitos debates sobre temas relacionados ao lixo e seu impacto na sociedade. Um dos temas é “o papel do lixo” no nosso cotidiano. Taí, merece uma análise sobre o lixo de papel no jornalismo da chamada velha imprensa.
Senado Repercute desde quinta-feira uma postagem do ex-governador Garibaldi Filho no Instagram, em que ele destaca um encontro com o pré-candidato ao Senado, Rogério Marinho. Na leitura, um desalinhamento com Carlos Eduardo.

Jomar 
O artista plástico Jomar Jackson, um ícone das artes potiguares, vinha se planejando para retomar sua produção e organizar uma exposição. Mantinha a prática de andar a pé em prol da saúde, mas um irresponsável a tirou dele.

Internação 
Não são nada boas as últimas notícias sobre o artista plástico Assis Marinho, há algum tempo internado e praticamente dependendo de cuidadores. Segundo uma fonte da coluna, o pintor está com sintomas de leptospirose.

Boca Juniors 
A torcida do time de Buenos Aires gerou um fenômeno na TV argentina durante o jogo do Corinthians contra o colombiano Always. Como interessava ao Boca, os hinchas deram mais audiência à partida em Itaquera do que a do seu time.

Os artigos publicados com assinatura não traduzem, necessariamente, a opinião da TRIBUNA DO NORTE, sendo de responsabilidade total do autor.

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