Trânsito congestionado à tarde

Publicação: 2018-03-22 00:00:00 | Comentários: 0
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O trânsito na Cidade Alta, Petrópolis e Areia Preta ficou congestionado durante a tarde e no início da noite desta quarta-feira (21). Sem energia nos semáforos e auxílio de guardas de trânsito, motoristas tentavam se entender para dar movimento nos pontos de cruzamento. Em algumas avenidas da região o trânsito chegou a ficar parado completamente durante o apagão. O fluxo de automóveis recomeçou somente com o retorno da energia, por volta das 18h.

Com o encerramento do expediente mais cedo, paradas de ônibus ficaram lotadas em Natal
Com o encerramento do expediente mais cedo, paradas de ônibus ficaram lotadas em Natal

Durante o congestionamento, as paradas de ônibus estavam lotadas. Estudantes e trabalhadores foram liberados em decorrência da falta de energia. Devido a lentidão do trânsito, a média de espera foi superior a uma hora. “Eu estou aqui há uma hora e meia e só quero chegar em casa. Pego o primeiro que vir e passe próximo a minha casa, por mais que esteja lotado”, relatou Maria da Conceição, de 62 anos. Ela estava na Cidade Alta quando o apagão teve início.

Perto dali, no cruzamento da rua Coronel Joaquim Manuel com a avenida Nilo Peçanha, em Petrópolis, um carro e um ônibus colidiram ao tentar cruzar as vias no início da noite. A colisão não foi grave e não deixou feridos. Flagrados no local pela reportagem, o motoristas não aceitaram relatar o ocorrido. Cerca de 20 minutos depois, eles retiraram os automóveis do cruzamento.

O trânsito ficou ainda mais pesado porque muitos estabelecimentos comerciais encerraram o expediente mais cedo. Nas paradas de ônibus, trabalhadores tentavam voltar para casa antes do anoitecer. "Nosso horário de saída era às 18h, mas fomos liberados às 16h50", disse a comerciária Bianca Evelyn, enquanto tentava pegar um ônibus na  volta para casa.

Caos no trânsito foi problema comum em todas as capitais do Nordeste, a região mais afetada pelo apagão de ontem.  Em Recife, Salvador e Fortaleza, a maior parte dos semáforos parou de funcionar, o que causou congestionamentos e superlotação em pontos de ônibus. Tanto na capital baiana quanto na pernambucana, o metrô parou, obrigando passageiros a caminhar pelos trilhos. Enquanto o sistema de geração de alguns aeroportos evitou problemas com voos, houve paralisação temporária em Fortaleza.

Em Salvador, onde o fornecimento de energia foi interrompido por cerca de três horas, serviços essenciais também foram afetados. No Hospital da Bahia, por exemplo, somente a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) manteve-se funcionando por um sistema de segurança durante as horas de queda de energia. Houve prejuízo no comércio, pois os geradores de supermercadistas e shoppings de menor porte eram muitas vezes insuficientes para manter o sistema de vendas funcionando por um período mais longo. No Recife, também houve problemas no setor da saúde. A dona de casa Maria Rita Xavier, de 45 anos, aguardava na quarta-feira, 21, à tarde atendimento em uma clínica particular.

"Cheguei cedo (para a consulta) e aguardava ser chamada. Aí, tudo ficou escuro. Moro longe e tenho uma filha que tem problemas graves de saúde e precisa de atenção permanente. Para eu conseguir vir hoje montamos toda uma logística que agora foi jogada no lixo", disse.

Nos postos de combustível da capital de Pernambuco, o movimento foi grande de pessoas em busca de óleo diesel para geradores instalados em prédios residenciais e comerciais. A maioria dos potenciais clientes, no entanto, acabou sem o produto, já que as bombas dos postos também não estavam funcionando.

Aulas noturnas suspensas
Depois de 127 dias de greve, a retomada das aulas na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) foi prejudicada pelo apagão que deixou sem energia elétrica por mais de duas horas, todos os municípios do Estado.  Após a tarde praticamente toda sem nenhum indício de retorno da energia, a direção ainda não havia decidido se as aulas noturnas seriam suspensas, uma vez que a energia em Mossoró já havia voltado por volta das 18h. No entanto, após uma nova queda, a Uern decidiu suspender as aulas da noite por questões de segurança.

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e a Universidade Potiguar (UnP) também suspenderam as aulas do turno noturno em todo o estado. “Em virtude da dificuldade de mobilidade urbana e da falta de energia elétrica, as aulas do período noturno na UFRN foram suspensas”, esclareceu em comunicado. Em Natal, as escolas também liberaram os estudantes mais cedo devido a falta de energia.  O apagão também afetou a telefonia fixa e celular e os jovens que usam as tardes para navegar na internet. Sem energia, não era possível ligar o wi-fi. A dona de casa Neide Souza disse que antecipou a ida ao shopping porque em casa não podia ligar o ar-condicionado para rebater o calor.


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